Revista aSEPHallus de Orientação Lacaniana Núcleo Sephora de Pesquisa sobre o Moderno e o Contemporâneo ISSN 1809 - 709 X Revista aSEPHallus de Orientação Lacaniana. Rio de Janeiro, 12(24), 123-134, mai. a nov. 2017nov. Breves considerações sobre semblantes, violência e política 123 Cleyton Andrade Breves considerações sobre semblantes, violência e política Cleyton Andrade Psicanalista, Professor do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Psicologia Universidade Federal de Alagoas, Maceió - AL Doutor em Estudos Psicanalíticos pela UFMG Autor do livro Lacan chinês Poesia, ideograma e caligrafia chinesa de uma psicanálise, 1º lugar no Prêmio Jabuti 2016 E-mail: cleyton.andrade@ip.ufal.br _______________________________ Resumo: O artigo discute relações entre formas do fenômeno da violência e concepções de política. Debate a violência constitutiva de semblantes que funcionam como aportes identitários; como reação ao insuportável da diferença; e decorrentes de uma política de estado. E por fim interroga por uma forma de pensar a política e a democracia como impossíveis, e consequentemente como modos de um pensamento que deva incluir o real. Palavras-chave: psicanálise; política; semblantes; violência. _______________________________ Brèves considérations sur le semblant, la violence et la politique L'article traite des relations entre les formes du phénomène de la violence et les conceptions de la politique. Un débat s’installe au sujet de la violence constitutive de semblants qui fonctionnent comme des contributions d'identité; en réaction à l’ insupportable de la différence; et découlant d'une politique d'État. Et enfin, il refléchit sur une manière de penser la politique et la démocratie comme impossible, et par conséquent comme des modes d'une pensée qui doit inclure le réel. Mots-clés: psychanalyse; politique ; des semblants; violence. _______________________________ Brief considerations on semblance, violence and politics The article discusses relations between forms of the phenomenon of violence and conceptions of politics. It debates the constitutive violence of semblances that function as of identity contributions; as a reaction to the unbearable of difference; and stemming from a state politics. And finally it reflects on a way of thinking about politics and democracy as impossible, and consequently as ways of a thought that should include the real. Keywords: psychoanalysis; politics; semblances; violence.