PERCEPÇÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO NO ENTORNO DO CEMITÉRIO URBANO DE BOA VISTA - RR Márcia Teixeira FALCÃO (1); Sidney Araújo de SOUZA (2); Maria Aparecida Ferreira Barbosa FERNANDES (3) (1) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima, Av. Glaycon de Paiva -2.946, e-mail: marciafalcao@ifrr.edu.br (2) Faculdades Cathedral, Luis Canuto Chaves, 293, e-mail: Sidney_biologo@hotmail.com (1) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima, Av. Glaycon de Paiva -2.946, e-mail: supercida14@yahoo.com.br RESUMO O presente estudo foi realizado com os moradores no entorno do Parque Cemitério Campo da Saudade, no bairro Centenário em Boa Vista - RR. Foram abordadas questões socioambientais, relacionadas aos moradores com o meio ambiente. O principal objetivo desse estudo é conhecer a percepção ambiental dos moradores no entorno do Parque Cemitério Campo da Saudade em relação aos principais impactos ambientes causados por cemitérios. Sendo que somente nas últimas décadas que os cemitérios passaram a ser vistos como fontes causadoras de impactos ambientais e não mais como apenas um local onde os vivos prestavam homenagem aos mortos. A metodologia adotada se deu através da aplicação questionários destinado aos moradores do entorno do cemitério, além da utilização de imagens do satélite do tipo Ikonos, a partir do qual os dados foram vetorizados através do Sistema de Informação Geográfica (SIG), para a avaliação dos impactos ambientais foi utilizado o método simplificado de Leopold, (1971). Através desse estudo, verificou - se que a realidade da cidade de Boa Vista, assim como do grande número de cidades brasileiras, encontra-se em desacordo com o que a legislação determina em relação às atividades cemiteriais colocando em risco a qualidade ambiental dos moradores de seu entorno. Palavras-Chave: Percepção Ambiental. Meio Ambiente. Impactos Ambientais. Cemitérios. 1 INTRODUÇÃO Atualmente, o meio ambiente tem sido foco de relevantes discussões na sociedade internacional, incluindo também a brasileira. Isto, muito provavelmente, devido aos crescentes índices de desmatamento, queimadas, despejo de poluentes nos rios e mares; gerando graves problemas de ordem social, econômica, cultural e ecológica. No entanto, ainda não é tão evidente a correta percepção ambiental que os indivíduos têm sobre esse assunto, principalmente, em relação à real dimensão das variáveis ambientais e seus efeitos sobre o cotidiano dos seres humanos e o ambiente onde se inserem e mantêm relações constantes (KASHIWAGI, 2005). Segundo Silva (1998) relata atualmente vivemos uma onda de preocupação ambiental e quando falamos de resíduos nos lembramos de quase todas as suas formas, pouco ou nunca se fala a respeito dos cemitérios. Ao longo do tempo, a humanidade vem se defrontando com vários problemas globais, dentre elas os ambientais, que vêm adquirindo especial importância, em função do aumento das demandas por causa do impacto do desenvolvimento industrial, crescimento demográfico, ocupação do solo de forma intensiva e acelerada, maior uso dos recursos naturais, impostos pelos padrões de conforto e bem-estar da vida moderna, com a consequente suscetibilidade de contaminação, e aumento de risco de doenças de transmissão hídrica. Quando a discussão é “cemitérios”, sua conotação passa a ser desagradável e incômoda, por estar relacionada com a morte. No geral, as principais fontes poluidoras antrópicas no meio urbano são as redes de esgoto e fossas sépticas, os aterros sanitários, atividades industriais, postos de armazenamento e distribuição de