REVISTA DO DETUA, VOL. 4, Nº 8, JUNHO 2007 Resumo – O presente artigo apresenta as vantagens da utilização de WebServices para a transmissão de imagens médicas, o modo de funcionamento do serviço, e a método utilizado para a realização deste trabalho. Começa por uma abordagem aos protocolos inerentes a este tipo de serviço, e por uma breve explicação das ferramentas utilizadas, seguido depois pelo modo de funcionamento, e o método utilizado durante o decorrer do projecto. Abstract – This paper presents the advantages of using WebServices in medical images transmission, how it works, and the method used for the development of this work. It starts with an approach to the protocols used in this kind of services, and a brief explanation on the tools that where used, followed by the work method used during this project. I. INTRODUÇÃO Hoje em dia, é reconhecida a enorme importância que as novas tecnologias de informação e comunicação têm vindo a angariar no âmbito dos Serviços de Saúde. Efectivamente, um serviço clínico dito na vanguarda e devidamente equipado para prestar cuidados de saúde em quantidade e, sobretudo, em qualidade, não pode prescindir dum bom investimento a este nível, ou seja, “em sistemas de informação e em infra-estruturas telemáticas capazes de permitirem e assegurarem de forma eficiente e escalonada no tempo todo um conjunto de actividades relacionadas com os actos médicos que se praticam”. A par da evolução exponencial das potencialidades dum sistema informático, cresce também o domínio de aplicações médicas carentes de processamento computacional, como seja a própria gestão demográfica dos pacientes, bem como todo o processo inerente aos meios de diagnóstico e/ou intervenção médica (aquisição, processamento, comunicação e arquivo de informação). Ora, é aqui que entra o recurso às mais potentes tecnologias multimédia, sendo perfeitamente viável a co- existência de informação textual com a informação em formato digital das modalidades de imagem mais comuns. A ideia será, portanto, melhorar a aquisição, processamento, transmissão e arquivo de imagens clínicas no sentido de evolução e concretização eficaz de diagnósticos fidedignos, de motivação do corpo clínico e ainda duma redução de custos associados. II. NORMA DICOM E SISTEMA PACS A crescente utilização de equipamentos médicos e consequente obtenção à saída de informação em formato digital tornou imprescindível a criação e adopção duma série de normas e “standards”. Definindo os formatos e processos de armazenamento e transmissão na área da imagem médica, a norma DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine), promovida e desenvolvida pelo consórcio ACR-NEMA, nasce da necessidade de existir um conjunto de recomendações e linhas de base responsáveis pela convergência de informação de imagem digital médica entre diferentes fabricantes de equipamento electrónico promovendo, desta forma, não a comunicação, mas ainda o desenvolvimento e expansão de sistemas de arquivo PACS (Picture Archiving and Communications Systems), definindo o seu interface com os restantes sistemas de informação hospitalares. Por outro lado, objectivou-se a criação de bases de dados de informação de diagnóstico que poderiam ser utilizadas por uma grande variedade de dispositivos distribuídos geograficamente. Resumidamente o protocolo DICOM, contempla os seguintes aspectos: define a semântica de comandos e respectivos dados associados para que os dispositivos possam interagir; contempla a semântica dos serviços de ficheiros no que diz respeito ao seu formato e estrutura de directórios necessários às comunicações off-line; permite e facilita as operações em ambientes de rede fazendo, sempre que possível, uso de normas existentes; suporta a introdução de novos serviços resultantes de novas aplicações de imagem médica. Definitivamente enraizado na comunidade médica, o seu carácter perfeitamente abrangente e, de certo modo, versátil, proporciona a interoperabilidade de sistemas em ambientes multi-vendedores, desde que em conformidade com as suas recomendações e especificações. Actualmente, a norma DICOM encontra-se na sua versão 3.0, está dividida em 16 partes e contempla 82 suplementos de trabalho sobre aspectos específicos a uma ou várias partes da norma. Transmissão de imagens Médicas através de WebServices Sérgio Lima, Natércia Sousa, Carlos Costa, Augusto Silva, Jacek Kustra