PRÁTICA DE DESIDRATAÇÃO DO AZEVÉM (Lolium multiflorum Lam.) PARA A CONFECÇÃO DE SILAGEM EM TERRAS BAIXAS PATRICIA PINTO DA ROSA 1 ; ANA CAROLINA FLUCK 2 ; FÁBIO ANTUNES RIZZO 2 ; OLMAR ANTÔNIO DENARDIN COSTA 2 ; JORGE SCHAFHAUSER JUNIOR 2 ; HERO ALFAYA JUNIOR 3 1 Graduanda do curso zootecnia UFPEL,estagiária Embrapa Clima Temperado – (ptc.agostini@gmail.com). 2 Universidade Federal de Pelotas - UFPEL; Embrapa Clima Temperado.(anacarolinafluck@yahoo.com.br);(rizzo.fabioantunes@gmail.com); (odenardin@gmail.com);(jorge.junior@embrapa.br). 3 Universidade Federal de Pelotas - UFPEL– (hero.alfaya@hotmail.com). 1. INTRODUÇÃO Nos estados da região sul, principalmente no Rio Grande do Sul, durante o outono ocorre um vazio forrageiro, resultando em escassez de alimentos para os animais de produção. A adequação do aporte de forragem às necessidades do destes animais são fundamentais para a manutenção da produção, procurando uma forrageira que confira um alto valor nutritivo a dieta e seja adequada as baixas temperaturas presentes durante o vazio forrageiro outonal, podendo ser uma alternativa viável ao sistema de produção. O azevém (Lolium multiflorum Lam.) é uma ótima alternativa forrageira, sendo uma das espécies mais cultivadas entre as gramíneas de inverno no sul do Brasil (MORAES et al., 1995), apresentando um alto valor nutritivo, um bom potencial de produção de sementes uma fácil ressemeadura natural, resistência a doenças e versatilidade de uso em associações (MORAES, 1994). Destaca-se como a forrageira de inverno que apresenta maior adaptabilidade às condições edafoclimáticas do RS, bem com, bom potencial de produção de massa de forragem e capacidade de rebrote (PEDROSO et al., 2004), qualidade nutricional elevada, podendo ser também utilizada na forma de silagem e feno. Pode ser implantado de forma singular ou em consorciação com outras forrageiras, como também como matéria prima para ensilagem. A alta umidade do azevém no estágio vegetativo, aliado as condições meteorológicas, podem interferir na qualidade da forragem, pois baixa a fermentação anaeróbica devido o aumento do pH, diminuindo a palatabilidade e digestibilidade do material, principalmente se fornecido em temperaturas mais elevadas. Para um melhor resultado no processo de ensilagem do azevém, deve ser utilizada a técnica de pré-emurchecimento, ou murcha a campo, o que irá possibilitar um aumento no teor da MS deste material, facilitando o processo fermentativo e reduzir a incidência de fermentações secundárias. Raymond et al. (1986), relataram que este processo tem o objetivo de reduzir a concentração de carboidratos responsáveis pela produção de ácido lático e estabilização da fermentação. Após a murcha, o teor ideal de MS do material a ser ensilado deve ser de 33 a 35%. Nesse sentido,o objetivo deste trabalho foi avaliar a remoção parcial de água da planta, através de diferentes tempos de emurchecimento ou pré-secagem, antes de ensilar, podendo ser uma opção interessante, por proporcionar condições ideais para o crescimento de bactérias láticas, e assim permitir que o excedente da forragem produzida nas pastagens ou em áreas de cultivo exclusivas para o corte,