XXVIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, 2010, Goiânia: Associação Brasileira de Milho e Sorgo. CD-Rom 1648 Distribuição da atividade da urease em agregados do solo de Cerrado sob diferentes sistemas de manejo Giovanna M. Calazans 1 , Luana R. M. Wilda 1 , Thiago Nunes 1 , José A. A. Moreira 2 , Israel A. P. Filho 2 , José C. Cruz 2 , João H. M. Viana 2 , Maurílio F. Oliveira 2 e Ivanildo E. Marriel 2 1 Estudante do Curso de Engenharia Ambiental - UNIFEMM, Bolsista PIBIC do Convênio Fapemig/CNPq/Embrapa/ FAPED 2 Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, CP 151, Sete Lagoas - MG. E-mail: imarriel@cnpms.embrapa.br Palavras-chave: bioindicador, qualidade do solo, sustentabilidade, agregação. Introdução Em termos globais, há preocupações acerca da degradação do solo, em razão da pressão para produção de alimentos, fibras e biocombustíveis para atender à crescente demanda mundial, sem incorporação de novas áreas de cultivo, que já estão limitadas em vários países. A compreensão de processos biológicos associados a atributos físico-hídricos pode contribuir para a identificação de indicadores de repostas rápidas aos estresses de ecossistemas, fornecendo subsídios para estratégias e abordagens a políticas e práticas de manejo do solo, visando a sustentabilidade dos ecossistemas a longo prazo. Processos mediados biologica e bioquimicamente no solo são fundamentais para a função de ecossistemas terrestres. Em última análise, todos os membros da cadeia alimentar são dependentes do solo como fontes de nutrientes e para decomposição e ciclagem de compostos orgânicos complexos. Os decompositores primários de materiais orgânicos fornecem energia que suportam atividades de organismos nos níveis tróficos diversos no solo. Historicamente, atributos físicos e químicos têm sido preconizados como medidas de produtividade do solo e, em particular, a determinação de matéria orgânica, que tem sido relacionada à saúde do solo. Os processos envolvendo a matéria orgânica do solo geralmente são lentos, assim, vários anos podem ser necessários para se detectar alterações em seus teores, a partir de perturbações antrópicas, em função de uso da terra. Por outro lado, há evidências crescentes de que parâmetros biológicos, especialmente atividades enzimáticas, apresentam potencial como indicadores sensíveis e imediatos de estresses ecológicos e/ou restauração da qualidade do solo (DICK, 1994). Enzimas do solo desempenham funções bioquímicas chaves no processo global de decomposição de materiais orgânicos no sistema solo-planta (BURNS, 1983; SINSABAUGH et al., 1991; MAKOI; NDAKIDEMI, 2008). E, ainda, são indispensáveis na catálise de várias reações vitais para as funções fundamentais dos micro-organismos no solo, decomposição de resíduos orgânicos, formação de matéria orgânica, ciclagem de nutrientes e estabilização estrutural do solo (DICK, 1994). Portanto, dentre os benefícios de melhor compreensão da distribuição e do papel da atividade de enzimas no solo, incluem-se a oportunidade única para medidas biológicas integradas, rapidez e facilidade na determinação, respostas rápidas e capacidade em discriminar alterações a partir de práticas agrícolas, sistema de manejo e uso do solo, sistemas de semeadura (BANDICK; DICK, 1999; BERGSTROM et al., 1998; DICK,