Anais Eletrônico IX EPCC – Encontro Internacional de Produção Científica UniCesumar Nov. 2015, n. 9, p. 4-8 ISBN 978-85-8084-996-7 IX EPCC – Encontro Internacional de Produção Científica UniCesumar 03 a 06 de novembro de 2015 Maringá – Paraná – Brasil A EDUCAÇÃO EM ESPAÇOS NÃO-FORMAIS E A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIAS Sofia Neumann 1 ; Kellys Regina Rodio Saucedo 2 RESUMO: Este artigo tem como objetivo refletir sobre as possibilidades educacionais no campo da divulgação científica a partir dos Museus e Centros de Ciências. Em um primeiro momento apresentamos um breve histórico da origem do termo Museu, para em seguida discorrer sobre o percurso metodológico da pesquisa. A pesquisa qualitativa por sua caracterização multimetodológica orientou a coleta de dados que empreendeu a visitação a um Museu e a um Polo Astronômico, no Estado do Paraná, e o mapeamento de Museus e Centros de Ciências nacionais e internacionais, que apresentam acesso virtual ou tem como princípio a interação entre o visitante e o acervo. Os resultados indicaram que apesar de não haver um consenso entre os pesquisadores da área sobre a tipologia educacional que orienta esses espaços, seja educação formal, não formal ou informal, estes se constituem enquanto um forte aliado aos processos de ensino e de aprendizagem em Ciências. PALAVRAS-CHAVE: Museus e Centros de Ciências; Divulgação Científica; Espaço Físico e Virtual. 1 INTRODUÇÃO O termo MUSEU vem do latim MUSEUM, que procede do grego MOUSEION. Na Grécia antiga, esta denominação era dada aos templos ou santuários erguidos em homenagem às musas inspiradoras das artes liberais: história, música, comédia, tragédia, dança, elegia, poesia lírica, astronomia, poesia épica e eloquência (GASPAR, 2006). Apesar das substanciais mudanças nas finalidades e nas funções desses lugares de memória e educação, pode-se afirmar que a palavra museu é ainda hoje carregada de preconceito, no sentido de ser relacionada a algo velho, usado, ultrapassado e sem vida. Até mesmo aqueles interessados em questões educacionais, contribuem para fortalecer esta visão no momento em que evitam denominar simplesmente de museu, aqueles espaços destinados à pesquisa e ao ensino de ciências (nova denominação Museus e/ou Centros de Ciências). Nestas circunstâncias, a palavra museu vem sempre acompanhada de um adjetivo (vivo, dinâmico, interativo, interdisciplinar) que expresse o potencial didático do espaço, reforçando o preconceito. As primeiras instituições intituladas museus de ciências mantiveram a concepção de gabinetes de curiosidades e destinavam-se à exposição de seres exóticos e esquisitos, de equipamentos ou invenções, de instrumentos científicos e até de retratos de inventores (WOLINSKI et. al., 2011). Os atuais museus e centros de divulgação científica reinventaram-se como espaços que buscam interatividade entre o público e o conhecimento científico. São lugares mais dinâmicos nos quais pode haver aprendizagem ativa, sem a formalidade da escola ou sala de aula (WOLINSKI et. al., 2011, p. 143). Entre os impasses na conceituação desses espaços também está na definição quanto a sua relação com a aprendizagem escolar, devido à proliferação de conceituações para educação formal, não formal e informal. Esse trabalho apresenta o potencial para educação formal presente em um Museu de Ciências e em um Polo Astronômico, localizados no Paraná, assim como os espaços de interação virtual nacionais e internacionais que promovem a divulgação científica a partir de reflexões sobre que tipo de educação esses ambientes podem orientar. 2 MATERIAL E MÉTODOS Esta pesquisa, de viés qualitativo, em um dos seus objetivos procurou fazer um mapeamento dos principais Museus e Centros de Ciências que disponibilizam experiências interativas com os seus acervos, que podem ser, inclusive, virtuais. Foram identificados vários sites de museus nacionais e internacionais, que permitem ou a navegabilidade e/ou a interação entre o público e o acervo. A pesquisa qualitativa por sua caracterização multimetodológica e por sua capacidade de integrar a questão do significado e da intencionalidade às relações, aos atos e às estruturas, como construções de sentido as ações humanas foi adotada para condução desse trabalho (MINAYO, 1996, p.10). A exposição dos acervos do Museu Interdisciplinar, localizado em Maringá-PR e do Polo Astronômico de Foz do Iguaçu-PR também estão entre os lugares que foram objeto dessa pesquisa por seu potencial para a 1 Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Cascavel-PR. sofianzang@hotmail.com 2 Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Cascavel-PR. kellysregina.saucedo@gmail.com