DOENÇA HOLANDESA, FINANCEIRIZAÇÃO E DESINDUSTRIALIZAÇÃO: uma análise da economia brasileira nas duas primeiras décadas do século XXI Ricardo Zimbrão Affonso de Paula 1 João Carlos Souza Marques 2 Erivam de Jesus Rabelo Pinto Junior 3 RESUMO: A Doença Holandesa e a Financeirização são dois processos assombram a economia brasileira e podem interagir entre si amplificando as mazelas consequentes de sua concretização sobre o país. Um dos problemas mais graves, originados destes eventos, refere-se à desindustrialização da economia. Este estudo consolida as definições de ambos três fenômenos e como sua efetiva ação ameaça sua própria amplificação. Vê-se, portanto, que sua interseção conjunta amplifica a desindustrialização e a dependência nacional das economias desenvolvidas criando novas armadilhas para as políticas de desenvolvimento econômico brasileira. Palavras-chave: Doença Holandesa, Financeirização, Desindustrialização, Economia, Brasil. ABSTRACT: The Dutch Disease and Financialization are two processes that haunt the Brazilian economy and can interact with each other by amplifying the problems that result from its implementation over the country. One of the most serious problems arising from these events is the de-industrialization of the economy. This study consolidates the definitions of both three phenomena and how their effective action threatens their own amplification. It is seen, therefore, that their joint intersection amplifies the deindustrialization and the national dependence of the developed economies creating new traps for the policies of Brazilian economic development.. Keywords: Dutch Disease; Financialization; Deindustrialization, Economy, Brazil. 1 INTRODUÇÃO Dois processos assombram a economia brasileira e podem interagir entre si amplificando as mazelas consequentes de sua concretização sobre o país. A Financeirização da economia e a Doença Holandesa são fenômenos discutidos por economistas brasileiros que receiam que a nação tenha submergido a esses processos resultantes das transformações no quadro de valorização do capital. Embora, suas origens sejam divergentes e, em aparência, pouco relacionadas, a ação dos dois não se anula no conjunto de uma economia, e é capaz de se ampliar, sobretudo, no que tange aos seus 1 Doutor. Universidade Federal do Maranhão (UFMA). E-mail: ricardo.zimbrao@gmail.com 2 Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC). E-mail: joao_csm@hotmail.com 3 Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC). E-mail: erivamjunior@gmail.com