Tribalismos digitais afrocentrados: Streamings , documentários e protagonismos de bichas pretas Diego Cotta 1 Resumo: Este artigo busca explicitar a ambiência midiática como possível espaço de cura para bichas pretas, que criam repertórios e produzem sentidos outros sobre si. Visa debater o cotidiano midiatizado de gays negros como disputa de protagonismo e mitigação de um imaginário racista e homofóbico. Ensaístico, o trabalho reflete sobre três documentários biográficos (“Além de Preto, Viado”, “Afronte” e “Bicha Preta”), disponíveis em streamings . A hipótese é de que tais narrativas e imagens corporificam modos de operações de resistência; levantes digitais, que se valem da célere difusão midiática para afetar corações e mentes e fissurar regimes de visibilidade excludentes. Palavras-chave: Mídia; Racismo; Homofobia; Cotidiano; Documentário. 1 Doutorando e Mestre em Mídia e Cotidiano pela Universidade Federal Fluminense (PPGMC-UFF). Graduado em Comunicação Social - Habilitação Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ). Membro do grupo de pesquisa MULTIS, Núcleo de Estudos e Experimentações do Audiovisual e Multimídia do PPGMC-UFF; e da pesquisa "Juventude e Suicídio: percursos midiáticos e suas interfaces com a educação", contemplado com Edital FAPERJ de apoio a grupos emergentes de pesquisa no estado do RJ - 2019. Email: diegocotta@id.uff.br Vol. 05, N. 16, Jan. - Abr., 2022 - http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/rebeh/index 123