Discursos e Iniciativas Educacionais de Desenvolvimento de Competências para a Sustentabilidade do World Business Council for Sustainable Development Robson Malacarne a Janette Brunstein b a Instituto Federal do Espírito Santo, Viana, Brasil b Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, Brasil Revista Organizações & Sociedade 2021, 28(99), 920-946 © Autores 2021 DOI 10.1590/1984-92302021v28n9908PT ISSN 1984-9230 www.revistaoes.ufba.br NPGA, Escola de Administração Universidade Federal da Bahia Editora Associada: Andréa Ventura Recebido: 16/08/2018 Aceito: 12/04/2021 Resumo A adoção da lógica de competências para pensar o desenvolvimento sustentável (DS) no ambiente empresarial vem crescendo tanto na literatura da área, como também em programas de iniciativa empresarial. Um ator que desponta com o propósito de assumir a liderança nesse processo é o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). Este artigo buscar responder ao seguinte problema de pesquisa: Os discursos e iniciativas de desenvolvimento de competências para a sustentabilidade do WBCSD são espaços de várias traduções sobre a sustentabilidade corporativa ou lugar de reafirmação de discursos logocêntricos e definitivos sobre a temática? Para tanto, analisou-se os documentos institucionais (Visão 2050 e Ação 2020) e procedeu-se a uma série de visitas in loco nos Conselhos Empresariais do WBCSD (brasileiro e português). Além disso, conduziu- se um conjunto de entrevistas em profundidade com os gestores e participantes das iniciativas de desenvolvimento de competências para a sustentabilidade (DCpS). Os dados foram analisados de acordo com as categorias do processo de desconstrução de Derrida. A análise das iniciativas educacionais dos Conselhos Empresariais do WBCSD (brasileiro e português) demonstrou que se acolhe os diversos discursos sobre sustentabilidade corporativa no percurso formativo, no entanto, reafirma-se um pensamento logocêntrico e definitivo sobre a temática quando se entende que o modo de se realizar as diretrizes do Visão 2050 limita-se a aplicação de ferramentas gerenciais.