________________ 1. Lucimara Chiari é Pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, BR 262 Km 4, Campo Grande, MS, CEP 79002-970. E-mail: lchiari@cnpgc.embrapa.br 2. Rosângela Maria Simeão Resende é Pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, BR 262 Km 4, Campo Grande, MS, CEP 79002-970. E- mail: rosangela@cnpgc.embrapa.br 3. Elizangela Matida é Bióloga, Bolsista de Apoio Técnico/CNPq na Embrapa Gado de Corte, BR 262 Km 4, Campo Grande, MS, CEP 79002-970. E-mail: matida@cnpgc.embrapa.br 4. Carolina Sant’Ana Robles é Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal e Bolsista de Iniciação Científica/CNPq na Embrapa Gado de Corte, BR 262 Km 4, Campo Grande, MS, CEP 79002-970. E-mail: carolrobles82@yahoo.com.br Apoio financeiro: CNPq, FUNDECT e UNIPASTO. Introdução Em Stylosanthes, importante gênero de leguminosas forrageiras tropicais, existem poucas informações com relação ao sistema de cruzamento. Há relatos de espécies autógamas, S. scabra [1], e de reprodução mista, S. capitata e S. guianensis [2,3]. O sistema de reprodução tem papel fundamental na determinação da estrutura genética de populações e importante implicações práticas nos programa de melhoramento, desde a formação e manutenção de germoplasma, na escolha de métodos de melhoramento adequados e na produção de sementes [4]. Uma das maneiras de se conhecer o sistema reprodutivo de uma espécie é através da estimativa da taxa de cruzamento obtida a partir de marcadores genéticos usando progênies de polinização aberta ( t ) [5]. Marcadores RAPD (Random Amplified Polymorphic DNA), embora de caráter dominante, têm sido utilizados com sucesso para estimar a taxa de cruzamento de diferentes espécies e populações [5, 6, 7]. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi estimar a taxa de cruzamento em S. capitata usando marcadores RAPD em estrutura de progênies, baseando-se no modelo misto de reprodução. Material e métodos Material Vegetal Vinte progênies foram colhidas em um experimento de avaliação de 35 acessos, com 1260 plantas. Dez plantas de cada progênie, num total de 200 indivíduos, tiveram seus DNAs extraídos utilizando a metodologia de Bonato et al. [8]. Os DNAs foram quantificados em gel de agarose 0,8%, por comparação com padrões de concentração conhecida (100, 300 e 500 ng/μL). Reações de RAPD As reações foram preparadas em volume final de 25 μL contendo: 2 mM MgCl 2 , 0,08 mM dNTPs, 4% DMSO (Sigma), 1 U Taq DNA polimerase, 1x tampão da Taq DNA polimerase, 0,4 μM de primer e 20 ng de DNA genômico. As amplificações foram realizadas em termociclador PTC 100 (MJ Research) seguindo 40 ciclos de: desnaturação (94ºC, 1 min.), alinhamento dos primers (40ºC, 1,5 min.) e extensão (72ºC, 2 min.); seguidos de uma extensão final (72ºC, 7 min.). Os produtos amplificados foram submetidos à eletroforese em gel de agarose 1,5%, contendo brometo de etídio (0,5 μL/mL). Após, os géis foram fotografados e analisados. Nove primers foram utilizados nas análises: A20, AF02, C02, C09, D03, L07, 03, 32, 39. Análise dos Dados Uma matriz de dados binários foi gerada após leitura dos géis de RAPD, onde se utilizou o valor “1” para a presença do marcador e “2” para sua ausência. Somente locos polimórficos foram utilizados nas análises. Esses dados foram analisados pelo programa MLDT (Estimation of Outcrossing with Dominant Markers) [9], que permitiu estimar: a taxa de cruzamento multiloco ( t m ); a taxa de cruzamento uniloco ( t s ); a taxa de autofecundação ( s = 1 - t m ); a taxa de cruzamento entre aparentados ( t m - t s ); o coeficiente de endogamia dos genitores (F); a correlação de paternidade multiloco ( r pm ) e a correlação de paternidade uniloco (r ps ). Essas estimativas foram calculadas pelo método de máxima verossimilhança, algoritmo numérico Esperança-Maximização (EM). A variância dos parâmetros avaliados foi estimada por 1000 reamostragens randomizadas (bootstraps) feitas dentro de progênies. Resultados Os nove primers geraram 39 locos (bandas) adequados para se estimar os parâmetros do sistema de reprodução de S. capitata. O primer 32 gerou o maior número de bandas polimórficas (8) e o D03, o menor número (1). A Fig. 1 ilustra o padrão de bandas de duas progênies de S. capitata obtido com o primer 32 . As estimativas de t m (0,663 ± 0,066), t s (0,618 ± 0,060), e s (0,337) (Tab. 1), evidenciaram que S. capitata é uma espécie de reprodução mista. A diferença entre as estimativas de t m e t s (0,045 ± 0,032) foi baixa e estatisticamente igual a zero, considerando-se o Estimativa da Taxa de Cruzamento em Stylosanthes capitata usando Marcadores RAPD Lucimara Chiari 1 , Rosângela Maria Simeão Resende 2 , Elizangela Matida 3 e Carolina Sant’Ana Robles 4 brought to you by CORE View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk provided by Repository Open Access to Scientific Information from Embrapa