Tratamento cirúrgico para espasticidade: rizotomia dorsal seletivatécnica e revisão da literatura Surgical Treatment for Spasticity: Selective Dorsal RhizotomyTechnique and Literature Review Marcos Paulo dos Santos Teixeira 1 Bernardo Assumpção de Monaco 2 Jessie Medeiros de Navarro 3 Emmanuel Alejandro Vazquez 4 Arthur José Maia Lopes 5 Thais Cristina de Souza Melo 6 Manoel Jacobsen Teixeira 7 1 Fundação de Benecência Hospital de Cirurgia, Aracaju, SE, Brazil 2 Department of Neurosurgery, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil 3 Department of Neurophysiology, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil 4 Department of Neurosurgery, Hospital Aleman de Bueno Aires, Argentina; Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil 5 Neurosurgery Residency, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil 6 Medical School Graduation, Universidade Federal de Sergipe Aracaju, SE, Brazil 7 Neurosurgery Discipline, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil Arq Bras Neurocir Address for correspondence Marcos Paulo dos Santos Teixeira, MD, Fundação de Benecência Hospital de Cirurgia, Av. General Djenal Tavares de Queiroz, 310, apto 502, Luzia, Aracaju, Sergipe, Brazil (e-mail: marcosp_med@hotmail.com). Palavras-Chave espasticidade rizotomia paralisia cerebral monitorização intraoperatória cirurgia Resumo A espasticidade é uma desordem motora que leva a um quadro de resistência ao movimento articular passivo. A paralisia cerebral é a mais importante causa de espasticidade e pode ser causada por diversos fatores, tais como gestações múltiplas, alcoolismo, infecções, hemorragias, afogamento, lesões cerebrais traumáticas, entre outros. Existem muitas escalas que ajudam a mensurar e acompanhar o grau de acometimento desses pacientes. O tratamento inicial deve focar no fator causal, como tumores, inamação, doenças degenerativas, hidrocefalia, etc. Posteriormente, o tratamento da musculatura espástica inclui miorrelaxantes orais, intratecais, eletro- estimulação medular, neurotomias, lesão do trato de Lissauer, dentatotomia e a rizotomia dorsal seletiva. Esta última é uma técnica segura, possível de ser realizada na maioria dos centros com suporte neurocirúrgico, e ecaz no tratamento da espasticidade grave. Neste artigo os autores descrevem a técnica cirúrgica e fazem uma revisão da literatura. received October 27, 2017 accepted December 4, 2017 DOI https://doi.org/ 10.1055/s-0038-1623514. ISSN 0103-5355. Copyright © by Thieme Revinter Publicações Ltda, Rio de Janeiro, Brazil THIEME Review Article | Artigo de Revisão