RELAÇÃO ENTRE MOBILIDADE DE TORNOZELO E DESEMPENHO NA MARCHA EM MULHERES ACIMA DE 60 ANOS. Diêgo Augusto Nascimento Santos Antônio Gomes de Resende Neto (CREF: 002225-G/SE) Elenilton Souza Correia (CREFITO: 195413-F) Marceli Matos Andrade Mesquita(CREFITO: 175599-F) Marzo Edir Da Silva-Grigoletto(CREF: 006427-G/RS). Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Departamento de Educação Física Programa de Pós Graduação em Educação Física, Universidade Federal de Sergipe, Brasil. Contato: diegoaugustoufs@gmail.com PALAVRAS-CHAVE: Envelhecimento. Atividades diárias. Idoso INTRODUÇÃO: O envelhecimento é um processo natural, irreversível e inerente ao ser vivo, o qual acarreta diversas mudanças a nível estrutural e funcional. Na estrutura musculoesquelética ocorre a instalação do processo de sarcopenia com a perda da qualidade muscular, especialmente nos membros inferiores, grupamento preponderante para a independência funcional. Uma característica de decréscimo funcional é a redução de amplitude de movimento (ADM), que causa déficits em padrões de movimento realizados nas atividades diárias, como por exemplo, a marcha, que é afetada causando um maior grau de dependência e vulnerabilidade dessa população. Estudos vêm observando que o padrão de marcha está diretamente ligado com a amplitude de movimento do complexo articular do tornozelo. OBJETIVO: Identificar a correlação entre os testes levantar e caminhar (L.C), caminhada de seis minutos (C6) e Ankle Test (A.T) em idosas. METODOLOGIA: Participaram deste estudo 44 idosas saudáveis inscritas em um programa de treinamento neuromuscular e cardiometabolico. Para avaliar os determinantes da marcha foram realizados os testes de levantar e caminhada de seis minutos do protocolo Senior Fitness Test e para adm de tornozelo o Ankle Test. Os dados foram apresentados através de Média (M) e Desvio Padrão (DP). Para analisar a associação entre as variáveis foi utilizado à correlação de Pearson, considerando p≤0,05 para significância estatística. RESULTADOS: Os valores observados em média e desvio padrão no teste de (L.C.), (C.6) e (A.T), foram respectivamente: 4,9±0,4s; 569,03±44,4m; 10.2±2,6cm. No teste de (C.6) apresentaram correlação moderada direta e significativa com o (A.T) para ambos os lados, direito (r = 0,39 e p = 0,048), esquerdo (r = 0,48 e p = 0,014). Com relação ao teste (L.C) uma associação inversa fraca, porém significativa foi encontrada para o lado direito (r = -0,15 e p = 0,047), já para o lado esquerdo, inversa moderada e não significativa (r = -0,37 e p = 0,068). CONCLUSÃO: De acordo com os resultados encontrados neste estudo, se observa que a ADM do tornozelo está associada de forma moderada com as habilidades de marcha avaliadas neste estudo. Dessa forma o estudo corrobora com a literatura atual, que relaciona o bom desempenho na marcha com a ADM de tornozelo, ainda que de forma moderada. REFERÊNCIAS BRANDALIZE D.; de ALMEIDA P. H. F.; MACHADO J.; ENDRIGO R.; CHODUR A.; ISRAEL V. L. Efeitos de diferentes programas de exercícios físicos na marcha de idosos saudáveis: uma revisão. Fisioter. Mov., v.24, n.3, p.549-556, 2011 RIKLI, R. E.; JONES, C. J. Development and validation of a functional fitnesstest for community- residing older adults. J Aging Phys Activity. v. 7, p. 129-161,1999