REVISTA LAGOS Laboratório de Gestão Organizacional Simulada www.revistalagos.uff.br 111 Revista LAGOS UFF, Volta Redonda, v. 6, n. 2, Jul/Dez 2015. Avaliando o desempenho dos ativos de empresas em jogos empresariais Daniel Maia de Souza (MBA em Gestão de Negócios Automotivo-FGV) E-mail: danielmaia.10@hotmail.com Fabiano Cunha Marinho (MBA em Gestão Empresarial - IBMEC) E-mail: fcmarinho01@gmail.com Resumo O ambiente empresarial é permeado por incertezas e em demaziado volatilidade, tornando as atividades relativas à tomada de decisão sempre desafiadora para os administradores. No atual contexto é premissa fundamental a avaliação contínua dos ativos aplicados nas organizações, sejam elas de qualquer segmento ou porte. Este artigo tem por objetivo avaliar o desempenho dos ativos de empresas em um ambiente fictício, ou seja, em uma dinâmica de jogos empresariais por meio da utilização dos indicadores RAOL, ROE e EVA, demonstrando, por meio destes indicadores o retorno obtido pelas indústrias envolvidas no jogo. Palavras-chave: Jogos de Empresas; Indicadores financeiros; Desempenho de ativos. 1. Introdução Para atrair investimentos num mercado globalizado, as empresas devem gerar valor aos investidores. Esse valor é proporcionado por meio de remuneração do capital investido, oferecendo retorno ao risco assumido, para tanto há a necessidade contínua de se avaliar os riscos incorridos nos investimentos em empresas, ou seja, avaliar o desempenho destas empresas por meio do emprego dados aos recursos por ele obtidos ou a ela empregados. A avaliação de empresas é um tema que tem sido recorrente na Administração de Empresas, sobretudo em estudos na área de Finanças (MARTINS, 2001; COPELAND, KOLLER; MURRIN, 2002; MARTELANC, PASIN; CAVALCANTE, 2005; DAMODARAN, 2007; ASSAF NETO, 2012). Isso se deve à ampla gama de finalidades para a qual pode ser destinada, como processos de compra e venda de negócios, fusões, aquisições, cisões, dissoluções de sociedade, liquidação de empreendimentos e privatizações, além do potencial de servir como base de avaliação da habilidade dos gestores em gerar riqueza para os acionistas (MARTINS, 2001). Segundo Martins (2001), a avaliação empresarial pode ser realizada sob duas perspectivas: a descontinuidade ou a continuidade da operação. A primeira forma define o valor patrimonial da empresa, por meio de operações contábeis não ajustados. A segunda forma define o valor econômico da empresa, considerando o potencial futuro de geração de riqueza, realizado por meio de variáveis e projeções de resultado que influenciam o resultado final da avaliação. De acordo com a perspectiva econômica, Martelanc, Pasin e Cavalcante (2005) consideram que a avaliação de uma empresa objetiva alcançar o seu valor justo, um valor que represente de modo equilibrado a potencialidade econômica da empresa, que permite identificar, classificar e mensurar as oportunidades de investimento em empresas. Dessa forma, a determinação do valor desta empresa é relacionada à sua capacidade de geração de benefícios futuros. Para Helfert (2000), o desempenho de uma empresa retrata as consequências financeiras e econômicas das decisões de gestões passadas, representadas pelas ações operacionais e de