Autorregulação na universidade M. Cristina Rodrigues Azevedo Joly (cristina.joly@usf.edu.br), Anelise Silva Dias, Leandro S. Almeida & Amanda Franco Universidade São Francisco Itatiba/Brasil & Universidade do Minho Braga/Portugal Resumo: No ensino superior o estudante deve possuir um papel ativo e central no próprio processo de aprendizagem visando um desempenho produtivo e determinante do sucesso acadêmico, de forma a possuir um estudo competente. Considerando que um estudante competente é um participante ativo e autorregulado que controla eficientemente suas próprias experiências de aprendizagem, deve-se melhor compreender os processos de autorregulação da aprendizagem. Assim sendo, a autorregulação é conceituada como um processo autodiretivo, por meio do quais os estudantes transformam as suas capacidades mentais em competências acadêmicas referentes às tarefas, sendo um processo ativo no qual os estudantes estabelecem objetivos que norteiam a sua aprendizagem centrada no conhecimento e mediada pela utilização de estratégias apropriadas, tais como monitorar, regular e controlar as suas cognições, motivação e comportamento. O construto da autorregulação possui três fases, a saber, planejamento, monitoramento e regulação, que se integram para a obtenção da aprendizagem. A fase do planejamento, precedente do desempenho, constitui-se daquelas atividades que contribuem para ativar aspectos relevantes do conhecimento prévio. Além disso, permitem organizar e compreender mais facilmente o material. Já o monitoramento, ocorre durante a atividade, é o controle das atividades que implica em avaliar a atenção e questionar-se durante a leitura. Por fim, a regulação das atividades, que ocorre após o desempenho, refere a um ajuste contínuo das ações cognitivas que se realizam em função de um controle prévio. Esta comunicação descreverá os resultados da aplicação da análise fatorial da escala apontando os itens pertencentes aos três fatores de acordo com a teoria da autorregulação, bem como suas respectivas cargas fatoriais, comum a universitários portugueses e brasileiros, a partir da descrição do estudo transcultural realizado com a ECE-Sup (C&T) nestes dois países. Introdução Na Universidade toma-se consciência de uma maior exigência com relação à conduta do estudante, que deve ser diferenciada em relação as outras etapas de escolarização formal, a saber, ensino fundamental e médio. Tais exigências estão voltadas para maior participação, mais iniciativa e autonomia em relação ao seu processo de aprendizagem, além de aprender e/ou a (re)adaptar os métodos e competências autorregulatórias de estudo e de aprendizagem no sentido de promover o sucesso acadêmico (Almeida & Soares, 2004; Ferreira & Hood, 1990). Estudos realizados têm demonstrado a autorregulação como um aspecto decisivo para o desempenho melhor e consequente sucesso acadêmico dos estudantes universitários (Lindner & Harris, 1993; Pintrich, Smith, Garcia, & Mckeachie, 1993). Porém, as pesquisas têm revelado que os estudantes ingressam na universidade com poucas competências para assumirem uma abordgame mais profunda na sua aprendizagem e para autorregular o seu estudo de forma eficaz (Almeida, Guisande, et al., 2009; Pintrich & Zusho, 2002). Competências de estudo, como descritas por Robbins e colaboradores (2004), referem-se aos comportamentos que estão diretamente relacionados com um desempenho produtivo e determinante do sucesso acadêmico. Assim, estudar as competências de estudo no nível II Seminário Internacional “Contributos da Psicologia em Contextos Educativos”. Braga: Universidade do Minho, 2012 ISBN: 978-989-8525-13-0 ________________________________________________________________________________________________ 1020