http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude ISSN on-line1984-7513 DOI: 10.4025/cienccuidsaude.v20i0.58781 ARTIGO ORIGINAL Cienc Cuid Saude. 2021;20:e58781 *Enfermeira. Mestre em Enfermagem, Universidade de Pernambuco (UPE) Recife, PE, Brasil. E-mail: juliana.cabral@upe.br ORCID iD: https://orcid.org/0000-0003-3827-996X. **Enfermeira. Mestre em Enfermagem, UPE. Recife, PE, Brasil. E-mail: luciana.rcabral@upe.br ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-6396-3897 . ***Enfermeira. Doutora em Enfermagem. UPE. Recife, PE, Brasil. E-mail: dani_chianca@hotmail.com. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0003-4979-6145. ****Enfermeira. Doutora em Enfermagem. UPE. Recife, PE, Brasil. E-mail: elizandra.cassia@bol.com.br ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-2555-6145. *****Enfermeira. Mestre em Enfermagem. UPE. Recife, PE, Brasil. E-mail: daniela_3439@hotmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-6708-513. ******Enfermeira. Doutora em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento. UPE. Recife, PE, Brasil. E-mail: cialle@hotmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-2805-7506. *******Enfermeira. Pós-doutora em Enfermagem. UPE. Recife, PE, Brasil. E-mail: regina.oliveira@upe.br ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-6559-5872 FATORES ASSOCIADOS À AUTOEFICÁCIA E À ADESÃO DA TERAPIA ANTIRRETROVIRAL EM PESSOAS COM HIV: TEORIA SOCIAL COGNITIVA Juliana da Rocha Cabral* Luciana da Rocha Cabra** Danielle Chianca de Andrade Moraes*** Elizandra Cassia da Silva Oliveira**** Daniela de Aquino Freire***** Felicialle Pereira da Silva****** Regina Célia de Oliveira******* RESUMO Objetivo: analisar a adesão à terapia antirretroviral e a expectativa de autoeficácia em pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) à luz da teoria social cognitiva. Métodos: estudo transversal, descritivo, epidemiológico e quantitativo com pessoas vivendo com o HIV. Dados foram coletados de abril a setembro de 2018, através do “Cuestionario para la Evaluación de la Adhesión al Tratamiento Antirretrov iral” (CEAT-VIH) e a escala de expectativa de autoeficácia, validada e desenvolvida no Brasil, onde foi utilizado o teste Mann-Whitney. Foi aplicado o modelo de Poisson para avaliação da probabilidade de boa adesão ao instrumento CEAT-VIH. Resultados: identificou-se a média de idade de 44 anos, predomínio de homens. A adesão regular apresentou maior representatividade. A maior mediana da adesão encontrada foi para as questões relacionadas à experiência, efeitos e sentimentos negativos. No ajuste do modelo de Poisson, segundo o instrumento CEAT- VIH, verifica-se que apenas a escolaridade e a categoria relativa à atenção, à organização e ao planejamento para tomada da terapia antirretroviral (TARV) são fatores conjuntamente determinantes para boa adesão. Conclusão: observou-se a não adesão satisfatória ao tratamento medicamentoso, fato que se deve a fatores inerentes à TARV, como vulnerabilidade social, estigma e as relações de expectativa de autoeficácia, comprometendo a manutenção da sobrevida com maior morbidade e interferindo na qualidade de vida. Palavras-chave: Adesão à medicação. HIV. Autoeficácia. Teoria social cognitiva. INTRODUÇÃO A terapia antirretroviral (TARV) é utilizada por 25,4 milhões de Pessoas que Vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana (PVHIV) em todo o mundo, enquanto que um terço da população não tem acesso ao tratamento (1) . O principal objetivo dessa terapia é a supressão da carga viral com reconstituição imunológica e consequente melhoria da sobrevida e da qualidade de vida. Os avanços medicamentosos resultaram na mudança do padrão da patologia, da alta letalidade para cronificação. Para tanto, exige-se do paciente a utilização prolongada e persistente dos Antirretrovirais (ARVs) (2) . O sucesso na adesão a TARV é, certamente, ainda, um grande desafio! Apesar do fato da ciência ter consumado na sociedade a ideia da adesão adequada, torna-se necessário impactar a população no que diz respeitoaos benefícios obtidos na queda da morbimortalidade pelo HIV desde o surgimento da TARV. Contudo, os efeitos adversos, o estigma, a necessidade de acompanhamentos clínicos e laboratoriais periódicos (3) constituem barreiras para a ingestão de ao menos 85% das doses recomendadas (boa adesão) (4) . Outrossim, aspectos psicossociais causam efeitos determinantes para o seguimento regular das prescrições medicamentosas (3) . Além disso, o conhecimento do usuário, a autoeficácia e o grau de motivação e resiliência para com o tratamento são fundamentais para construção de estratégias capazes de corroborar ou dificultar com o tratamento (5) . Assim, o protagonismo da pessoa vivendo com HIV sob o seu próprio cuidar a partir da sua expectativa de