SHO 2014 – 13th and 14th February Guimarães | Portugal Trabalho Isolado. Um fator subestimado na prevenção. Isolated work. An underestimated factor in prevention. Matos, Luísa a ; Santos, Paula b ; Barbosa, Fernando c a Unidade de Ciência e Tecnologia Mineral – Laboratório do LNEG Rua da Amieira, Apartado 1089, 4466-956 S. Mamede de Infesta; luisa.matos@lneg.pt b A.Ramalhão – Consultoria, Gestão e Serviços, Lda, Rua Senhora do Porto n.º 825, 4250-456 Porto; paulasantos@aramalhao.com c Cinfu – Centro de Formação Profissional da Indústria de Fundição, Rua Delfim Ferreira n.º 800, 4100-199 Porto; fernando.barbosa@cinfu.pt Abstract The practice of isolated work is so widespread in the modus operandi of the industry in general that it often becomes overlooked. For this reason, its definition, its legal framework, its institutionalization, or even its prevention, are difficult to manage and implement. In this sense, the objective of this study is to provide a framework on this kind of work, making a review of the main activities and associated risks, without forgetting psychosocial risks, or how to proceed in situations of accident or emergency. This paper gives suggestions for preventive measures that include some technologically advanced equipment. Protecting workers who perform isolated tasks and preventing situations of personal risk is currently technologically possible and there are specialized companies in the market that can provide effective solutions, enabling rapid assistance in case of accident. Keywords: Working alone, lone workers, prevention, emergency. 1. INTRODUÇÃO 1.1 Objetivo O trabalho isolado encontra-se de tal forma disseminado no modus operandi da indústria, que de um modo geral passa despercebido. Por este facto, quer a sua definição, o seu enquadramento legal, a sua institucionalização, quer mesmo a sua prevenção, são difíceis de gerir e implementar. Neste sentido, é objetivo deste estudo fazer o enquadramento deste tipo de trabalho, fazendo uma resenha dos aspetos a considerar na avaliação de risco, das principais atividades, não esquecendo os riscos psicossociais e o modo de proceder em situação de acidente ou de emergência. Far-se-ão também sugestões de algumas medidas de prevenção que incluem exemplos de equipamentos tecnologicamente muito evoluídos. 1.2 Panorama Geral Muitas empresas têm tradicionalmente utilizado métodos manuais para proteger os seus trabalhadores isolados (Gonçalves, 2011). As empresas têm que criar mecanismos que permitam garantir a segurança de todos os seus colaboradores nos locais de trabalho. Embora muitas organizações, desde sempre tenham tido essa preocupação, recentemente tem-se assistido a uma mudança positiva, pela adoção de políticas proativas para proteção dos trabalhadores isolados mostrando uma maior consciência das suas implicações (Gonçalves, 2011). No entanto, é natural que se tente manter o equilíbrio entre o nível de risco e o orçamento disponível para o ultrapassar, só deste modo as empresas poderão ser rentáveis e cumprir com a legalidade que lhe é imposta. 2. DEFINIÇÃO, PERFIL DO TRABALHADOR ISOLADO E ENQUADRAMENTO LEGAL 2.1 Definição São muitas as definições que podemos encontrar para “trabalhador isolado”. Segundo (OHSW&IM, 2012) o trabalho realizado de um modo isolado ou quando o trabalhador o realiza sozinho, refere-se a situações em que o trabalhador pode estar exposto a riscos, devido: - à área em que estão a executar o trabalho ser remota, ou isolada da ajuda dos outros por causa da sua natureza, do tempo ou do local do seu trabalho; - ao trabalho envolver operação ou manutenção de instalações perigosas, ou a manipulação de uma substância perigosa; - o trabalho ser perigoso para o trabalhador o realizar sozinho. Incluem-se nesta definição também, conforme (OHSW&IM, 2012) os trabalhadores que trabalham por conta própria na manipulação de substâncias ou mercadorias perigosas e na realização de qualquer outro trabalho que é considerado, com base numa avaliação de risco perigoso para ser realizado por uma pessoa sozinha. A definição utilizada no trabalho desenvolvido com o apoio do Institut National de Recherche et de Sécurité (INRS) (Guillemy & al, 2006), carateriza