1 Revista Boletim do Gerenciamento nº 25 (2021) Revista Boletim do Gerenciamento Site: www.nppg.org.br/revistas/boletimdogerenciamento Construção civil: a importância da comunicação AMORIM, Tamirys¹; ALVES, Laís Amaral². tamirys_amorim@hotmail.com¹; laalves@poli.ufrj.br² ¹Especialista em planejamento, Gestão e Controle de Obras Civis, NPPG, UFRJ ² D.Sc., Engenheira Civil CEFET/RJ Informações do Artigo Histórico: Recebimento: 02 Mar 2021 Revisão: 08 Mar 2021 Aprovação:08 Mar 2021 Palavras-chave: Comunicação Partes interessadas Riscos Resumo: Neste artigo abordam-se as definições de comunicação e risco, afirmando que há varias maneiras de utilizar e entender os conceitos, devido às diversas áreas de conhecimento que fazem uso deles. Aqui, utiliza-se os princípios do gerenciamento de risco na afirmação da importância do gerenciamento da comunicação, alertando sobre os possíveis efeitos e impactos na construção civil. Ainda que, as abordagens sejam distintas, serão relacionadas e deverão atender a uma expectativa comum. Expectativa sobre a relação da construção com as partes interessadas, em principal aos usuários do mesmo. Apresentando como exemplo, as obras do PAC concluídas em 2018 no Complexo do Alemão. 1 Introdução: Questões relacionadas ao gerenciamento e os riscos de projetos na construção civil ganham, constantemente, espaços em diversas discussões, tanto no que se refere ao planejamento das obras e sua execução, quanto às medidas e práticas que visam evitar, melhorar ou mitigar os riscos existentes em um projeto. Entretanto, ainda existem dificuldades em concretizar e legitimar uma concepção mais abrangente, que associe os impactos e repercussões das construções civis no meio ambiente sob uma perspectiva social e econômica do local da obra. O planejamento encontra-se apegado em sua maioria às questões físico-financeiras como principal cerne do gerenciamento de risco. E, imersos neste ambiente, encontram-se as grandes construtoras que, na disputa pelo mercado imobiliário, acabam gerando uma complexa relação entre as pessoas e a construção civil. Na introdução de seu livro intitulado Cidades para Pessoas, o arquiteto Jan Gehl [1] afirma claramente que a escala humana tem sido historicamente negligenciada pelos processos de planejamento urbano na maioria das grandes cidades ao redor do mundo [...] “deixamos de conceber espaços para as pessoas e passamos a desenvolvendo um novo tipo de arquitetura [...] desconsideram a necessidade de espaços adequados aos nossos sentidos, priorizando a velocidade, a funcionalidade e obviamente, a lucratividade”. O objetivo do presente trabalho é a integração do gerenciamento de risco, gerenciamento da comunicação e das partes