DOI: 10.4025/cienccuidsaude.v12i3.18470 Cienc Cuid Saude 2013 Jul/Set; 12(3):587-592 _______________ 1 Trabalho relato do Projeto de Extensão: Educação em Saúde: uma ferramenta na promoção à saúde sexual e reprodutiva de adolescentes e jovens no município de Cuité *Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora Assistente I do Curso de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)-Campus Cuité, PB. E-mail: benegelania@yahoo.com.br **Enfermeira. Especialista em Serviços de Saúde Pública pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (FACISA). Professora Auxiliar I do Curso de Bacharelado em Enfermagem da (UFCG)-Campus Cuité, PB. E-mail: nath-cris@hotmail.com ***Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora Assistente II do Curso de Bacharelado em Enfermagem da (UFCG)-Campus Cuité, PB. E-mail: montenegroadriana@ig.com.br **** Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora Assistente II do Curso de Bacharelado em Enfermagem da (UFPE)-Campus Vitória, PE. E-mail: marclineide@ig.com ***** Enfermeira e Fisioterapeuta. Mestre em Ciências da Nutrição pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora Assistente I do Curso de Bacharelado em Enfermagem da (UFCG)-Campus Cuité, PB. E-mail: isoldatorquato@ig.com.br EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA MUNICIPAL: A SEXUALIDADE EM QUESTÃO 1 Maria Benegelania Pinto* Nathanielly Cristina Carvalho de Brito Santos** Adriana Montenegro de Albuquerque*** Marclineide Nóbrega de Andrade Ramalho**** Isolda Maria Barros Torquato***** RESUMO Descrever e refletir sobre as ações de educação em saúde implementadas por um grupo de docentes e discentes do Curso de Bacharelado em Enfermagem, em uma escola do Ensino Fundamental II. O estudo consiste em relato de experiência oriundo de um projeto de extensão. As atividades ocorreram de maio a dezembro de 2011, direcionadas a 145 estudantes de uma escola municipal do 6º ao 9º ano, turno noturno, com idade entre 16 e 20 anos, em um município no interior da Paraíba. As ações foram desenvolvidas através de três oficinas educativas por série, sendo norteadas segundo o referencial da pedagogia interacionista. O emprego da abordagem interacionista para a elaboração das oficinas permitiu uma participação espontânea e comprometida do público alvo, além da oportunidade destes construírem por si mesmos o seu conhecimento sobre sexualidade. Assim, percebeu-se a dimensão do desafio que é a promoção da saúde através de ações educativas, que visam principalmente à mudança de pensamento e influência positiva na cultura e comportamento de pessoas. Palavra-chaves: Educação em saúde; Adolescente; Sexualidade. INTRODUÇÃO Adolescentes e jovens são pessoas em desenvolvimento que representam as mais elevadas esperanças de toda nação. Ao mesmo tempo, trazem à tona as vulnerabilidades e contradições de cada sociedade. São cidadãos cujos direitos à saúde, à cidadania, à participação social, à educação, ao lazer e à cultura precisam ser assegurados (1) . Na atualidade temos assistido a mídia mundial contribuir para a veiculação de mensagens alusivas ao sexo e à sexualidade, tendo como alvos, principalmente, adolescentes e jovens. Evidentemente, esses necessitam de ajuda para aprenderem a processar tais mensagens que, embora sejam de fácil acesso, por si só não trazem os devidos esclarecimentos sobre a temática e tão pouco, realizam o papel de orientar e educar sexualmente. Assim, recai sobre os pais, a escola e a sociedade essa responsabilidade (1-3) . Diante desse panorama, torna-se clara a necessidade da intervenção da escola, no que concerne à Educação Sexual. Para tanto, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) prevê a educação sexual como um dos temas transversais a serem incluídos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), em todas as áreas do conhecimento, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. Ao tratar do tema “orientação sexual”, os PCNs definem a sexualidade como “algo inerente à vida e à saúde, que se expressa desde cedo no ser humano”, e como tema a ser discutido e orientado no cotidiano da escola (4-6) . No entanto, a adoção e prática dessa concepção não se faz realidade ainda, pelo menos na maioria dos estados da federação