III Congresso de Iniciação Científica do INPA - CONIC Manaus, 14 a 18 de Julho de 2014. ISSN 2178 9665 274 III CONIC HIDRÓLISE ENZIMÁTICA DE ÓLEOS VEGETAIS AMAZÔNICOS Gabriela da Costa RALPH 1 Roberto FIGLIUOLO 2 Sergio Massayoshi NUNOMURA 3 1 Bolsista PIBIC/CNPq; 2 Pesquisador COTI/INPA; 3 Orientador COTI/INPA INTRODUÇÃO Na atualidade, encontra-se em estudo a utilização do biodiesel na matriz energética da região amazônica, principalmente em comunidades isoladas que não são atendidas pelo fornecimento de energia elétrica do sistema nacional. Neste contexto, leva-se em consideração a sustentabilidade social, ambiental, econômica e o grande potencial que o emprego do biodiesel tem para a região. Uma das ferramentas facilitadoras para o desenvolvimento da produção de biodiesel na região é a atividade extrativista para produção de óleos vegetais que é a principal fonte de biodiesel no país, além disso, as espécies oleaginosas amazônicas possuem considerável potencial produtivo (Correia 2005). Existem diferentes rotas alternativas para se produzir biodiesel, dentre ela encontra-se o processo de hidrólise seguida da esterificação. A etapa de hidrólise, em especial enzimática, apresenta um diferencial vantajoso quando comparada com a hidrólise química, uma vez que a hidrólise química necessita de catalisadores químicos, temperaturas elevadas, tempos de reação variáveis e altas pressões obtendo-se produtos variáveis quanto a sua natureza e pureza. Em contrapartida, a hidrólise enzimática utiliza baixas temperaturas, lipases como catalisador, meios reacionais específicos e suas variáveis controladas, como produto obtém-se ácidos graxos com pouca modificação (Padilha et al. 2007). Neste trabalho, o objetivo foi de estudar os óleos das espécies amazônicas Attalea phalerata Mart. ex Spreng. (uricuri), Astrocaryum aculeatum G. F. W. Meyer (tucumã) e Carapa guianensis Aublet. (andiroba), preferencialmente com elevados índices de acidez, na produção de biodiesel empregando métodos alternativos. MATERIAL E MÉTODOS Coluna Cromatográfica Filtrante Realizou-se a cromatografia filtrante em coluna com altura de 9,5 cm e diâmetro interno de 15,3 cm. Utilizou-se 903,51 gramas de sílica gel fase normal da marca Davisil do tipo LC60A 70-200 micras. Após o completo empacotamento da coluna aplicou-se 2,5 L de óleo de andiroba e como eluente utilizou-se 4 L de hexano e coletou-se o filtrado. Após 24 horas aplicou-se mais 4 L de hexano na coluna, coletou-se novamente. Em seguida, concentrou-se todo material filtrado em rota-evaporador a temperatura de 50 °C. Por fim, armazenou-se o óleo filtrado em garrafa de vidro âmbar e a sílica foi guardada para posterior tratamento e recuperação. Determinação do Índice de Acidez Pesaram-se cerca de 2,0 g de cada amostra de óleo (andiroba, uricuri e tucumã). Em seguida, adicionaram-se 25 mL de solução neutra de hexano e etanol (2:1), agitou-se e, depois, acrescentaram-se mais 2 gotas de indicador fenolftaleína. Logo depois, titulou-se com solução padrão de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 N. Fez-se este procedimento em triplicata para cada óleo e retirou-se a média dos volumes obtidos na titulação. Por fim, calcularam-se os índices de acidez de cada óleo (Moretto e Fett 1989). Determinação do Índice de Peróxidos Pesaram-se, aproximadamente, 5 g de cada óleo (andiroba, uricuri e tucumã), adicionaram-se 30 mL da solução de ácido acético e clorofórmio (3:2), e agitou-se até a dissolução da amostra. Depois, adicionou-se 0,5 mL de solução saturada de iodeto de potássio e aguardou-se por um minuto com agitação ocasional. Logo após, adicionaram-se 30 mL de água destilada e titulou-se com solução padronizada de tiossulfato de sódio 0,1 N. Quando se atingiu a coloração levemente amarelada, parou-se a titulação e adicionou-se 0,5 mL de solução aquosa de amido 1%. Continuou-se a titulação até o desaparecimento da coloração escura. Fez-se este procedimento em duplicata para cada óleo e um ensaio em branco, retirou-se a média dos resultados. Por fim, calculou-se o índice de peróxidos (Moretto e Fett 1989). Determinação do Índice de Iodo Determinou-se o índice de iodo através do método de Wijs. Primeiro, pesou-se 0,25 g de cada amostra de óleo (andiroba, tucumã e uricuri), depois se adicionou 10 mL de tetracloreto de carbono e 25 mL de solução comercial de Wijs. Após leve agitação, deixou-se em repouso ao abrigo da luz e a temperatura ambiente por 30 minutos. Após este