IV Simpósio Brasileiro de Geofísica IV Simpósio Brasileiro da SBGf Brasília 2010 Dimensionamento de galeria de águas pluviais com os métodos de eletrorresistividade 2D e de GPR Márcio Maciel Cavalcanti (marciom.cavalcanti@hotmail.com UnB); Welitom Rodrigues Borges ( welitom@unb.br IG/UnB); Luciano Soares da Cunha(lucianosc@unb.br IG/UnB); Eduardo Xavier Seimetz (edu.seimetz@gmail.com Mestrando em Geociências Aplicadas IG/UnB); Pedro Vencovski Nogueira(pvencovxky@gmail.com Discente de Geologia IG/UnB). Copyright 2010, SBGf - Sociedade Brasileira de Geofísica Este tex to foi preparado par a a apresentaç ão n o IV Si mpósio Brasileiro de Geofísica, Brasília, 14 a 17 de novembro de 2010. Seu conteúdo foi revisado pelo Comitê Técnico do I V Si mBGf, mas não necessariamente representa a opinião da SBGf ou de seus associados. É proibida a r eprodução total ou parcial deste material para propósitos comerciais sem pr évia autorização da SBGf. ____________________________________________________________________________ Resumo O crescimento das antigas cidades apresenta problemas em localizar galerias de águas pluviais. O uso dos métodos geofísicos, não evasivos, apresenta boa aplicabilidade em localizar e dimensionar estas tubulações. Utilizou-se o arranjo dipolo-dipolo e GPR com antenas blindadas de 200 MHz e 400 MHz. Os resultados foram processados nos programas Res2dinv, versão 3.57 (eletrorresistividade) e REFLEXW® versão 5.5.1 (GPR). Os dados de eletrorresistividade mostram que os menores valores de resistividade ocorrem na área da tubulação de água pluvial. No processamento dos dados de GPR evidencia-se a eficiência na localização do topo e base da galeria. Introdução O presente estudo teve por objetivo a avaliação de métodos de eletrorresistividade 2D e Ground Penetrating Radar (GPR) na aplicabilidade de dimensionar estruturas enterradas para canalização de águas pluviais. Nos processos de desenvolvimento das áreas urbanas antigas ocorre à dificuldade de determinar as redes de águas pluviais e de esgoto devido à perda/inexistência dos arquivos de cadastro. Conhecer as dimensões e a localização destas redes urbanas é de fundamental importância para a correta instalação de novas galerias que atendam as necessidades de ocupação urbana, devido ao aumento de áreas impermeabilizadas como o asfaltamento de ruas e avenidas. Esta problemática é rotina das companhias de água e esgoto na reestruturação dos canais de água pluvial tendo a busca das dimensões adequadas às galerias já existentes. Para o levantamento deste estudo utilizou-se a galeria de águas pluviais, as margens do Lago Paranoá, dentro do Campus da Universidade de Brasília localizado no Distrito Federal. A área é destinada para prática de esportes náuticos e nas suas margens apresenta-se uma galeria de concreto armado, com 13 cm de espessura de parede lateral, 24 cm de espessura da parede superior e 300 cm de largura e altura (Figura 1). Desse modo a galeria de água pluvial, presente no Campus universitário de Brasília, confirmará a aplicabilidade dos métodos elétricos (eletrorresistividade 2D) e do GPR na delimitação/identificação destas estruturas em subsuperfície. Metodologia A utilização de métodos geofísicos na identificação de estruturas geotécnicas subterrâneas está consagrada em estudos de engenharia (Gallas, 2000). Os métodos que apresentam a melhor eficácia na detecção de estruturas de concreto enterradas são os métodos da eletrorresistividade e o radar de penetração no solo. O método da eletrorresistividade consiste basicamente em injetar correntes elétricas no solo e medir a diferença de potencial elétrico gerado pelo fluxo da corrente. De acordo com Dahlin e Zhou (2004), o arranjo dipolo-dipolo apresenta a melhor resolução no imageamento de estruturas pontuais presentes no subsolo. Neste trabalho utilizou-se o equipamento multicanal Syscal Pro 72 (fabricado pela Iris Instruments), de propriedade do Laboratório de Geofísica Aplicada (LGA/IG/UnB). Os eletrodos foram afixados no subsolo a cada 1 metro, obedecendo a distribuição de disposição de pontos do arranjo dipolo-dipolo. Foram usados 36 eletrodos de aço inox, e de acordo com a rotina de aquisição do equipamento (protocolo), foram investigados 37 níveis de profundidade, resultando na coleta de 756 pontos. O GPR utiliza-se de ondas de rádio de alta freqüência (10 a 2500 MHz) para estudos de estruturas subsuperficiais (Annan, 1992). Sua antena transmissora emite um pulso para o subsolo, onde este pulso é refletido, refratado e difratado para uma antena receptora. Este sinal recebido é então processado por meio de digitalização sendo possível a visualização de padrões de reflexão relacionados a objetos enterrados no subsolo. Sua aplicação é bastante utilizada em estudos geológicos, arqueológicos, ambientais e geotécnicos. Na aquisição dos dados de GPR foi utilizado o SIR3000 (fabricado pela Geophysical Survey Systems Inc.), de propriedade do Laboratório de Geofísica de Prospecção e Sensoriamento Remoto (LGPSR/UFC). O perfil de afastamento constante foi adquirido transversalmente a galeria de escoamento de água pluvial, com antenas blindadas de 200 MHz e 400 MHz,