A revista Diadorim utliza uma Licença Creatve Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC-BY-NC). Diadorim, Rio de Janeiro, vol. 23, n. 1, p. 304-326, jan.-jun. 2021. DOI: http://dx.doi.org/10.35520/diadorim.2021.v23n1a39702 Recebido em: 27 de novembro de 2020 | Aceito em: 14 de abril de 2021 A MULHER E A DIALETOLOGIA BRASILEIRA WOMEN AND BRAZILIAN DIALECTOLOGY Leandro Almeida dos Santos 1 Silvana Soares Costa Ribeiro 2 RESUMO: Este artigo, que possui um caráter documental e memorial, tem por meta destacar as mulheres na história dos estudos dialetais do Brasil. A intenção em registrar essas histórias surgiu a partir da análise sobre a preocupação de Antenor Nascentes, em 1958, quando afrmou que [...] para a tarefa de colheita de material as mulheres são menos adequadas do que os homens... (NASCENTES, 1958, p. 7). Objetiva-se destacar a contribuição feminina para o desenvolvimento da Dialetologia, por meio de textos que resgatem essas histórias, entrevistas com mulheres dialetólogas e visitas aos arquivos fotográfcos, que certamente, revelarão os desafos e obstáculos vencidos por elas, no decorrer dos anos e nos avanços signifcativos quanto ao método. Para consecução da pesquisa, seguiram-se algumas etapas, a saber: a) delimitação do escopo da pesquisa, ao escolher três atlas linguísticos, o Atlas Prévio dos Falares Baianos (ROSSI, 1963); o Atlas Lingüístico de Sergipe (FERREIRA et al., 1987); e o Atlas Linguístico do Brasil (CARDOSO et al., 2014); b) realização de leituras das introduções dos três atlas selecionados; c) levantamento dos dados; d) elaboração de um quadro com a cronologia dos principais fatos; e) construção de um painel expositivo, a partir da consulta aos acervos fotográfcos dos atlas selecionados, a fm de demonstrar a pertinência do trabalho desenvolvido pelas mulheres, no que tange à Geografa Linguística e à Dialetologia brasileiras. Vale destacar a importância e a preservação dessas memórias, uma vez que dão visibilidade aos aspectos que não são publicados nas pesquisas científcas da área, mas são tão relevantes quanto, pois elas, de certo modo, ajudaram a construir os caminhos trilhados por pesquisadores e pesquisadoras da Dialetologia brasileira. PALAVRAS-CHAVE: Mulheres; Dialetologia; APFB; ALS; ALiB. 1 Professor substituto, Departamento de Ciências Humanas, Universidade Estadual da Bahia, campus IV, Jacobina, santosleo1811@gmail.com. 2 Professora Associada III, Instituto de Letras, Universidade Federal da Bahia, silvanar@ufba.br.