ÍNDICE DE SOBREVIVÊNCIA DE PORTAENXERTOS DE CITROS ENXERTADOS COM POMELEIRO SOB ESTRESSE SALINO Jônatas Raulino Marques de Sousa 1 , Francisco Cássio Gomes Alvino 1 , Marcos Eric Barbosa Brito 2 , Kalyne Sonale Arruda de Brito 3 , Alberto Soares de Melo 4 , Walter dos Santos Soares Filho 5 1 Estudante de Graduação do Curso de Agronomia da Unidade Acadêmica de Ciências Agrárias (UAGRA) do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar (CCTA) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e-mail: jonatasraulyno@gmail.com 2 Professor Dr. UAGRA/CCTA/UFCG), e-mail: marcoseric@ccta.ufcg.edu.br 3 Estudante de Graduação do Curso de Eng. Agrícola da Unidade Acadêmica de engenharia Agrícola (UAEAg) da UFCG 4 Professor Dr. Centro de Ciências Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba, Alberto@uepb.edu.br 5 Pesquisador A da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, e-mail: wssoares@cnpmf.embrapa.br Introdução Altas concentrações de sais no solo tendem a promover redução no crescimento e na produção das maiorias das plantas cultivadas, fato que é observado, principalmente em regiões áridas e semi-áridas, pois, normalmente, há condição de balanço hídrico negativo, ou seja, a evapotranspiração ocorrente durante o ano é maior que a precipitação, verificando-se a evaporação da água e acumulo de sais na superfície (AYERS e WESTCOT, 1999; TESTER e DAVENPORT, 2003). Para Richards (1954), os sais podem afetar o desenvolvimento das plantas devido à sua concentração na solução do solo, diminuindo o potencial osmótico e reduzindo a disponibilidade de água para os vegetais; pode haver, também, o efeito tóxico de íons específicos, como sódio, cloreto e boro, dentre outros que causam sintomas característicos de injúria (FLOWERS e FLOWERS, 2005). Porém algumas culturas produzem rendimentos economicamente viáveis em níveis altos de salinidade no solo, enquanto outras são sensíveis em níveis relativamente baixos; diferença relacionada à maior capacidade de adaptação osmótica que algumas espécies possuem (AYERS e WESTCOT, 1999). Tal fato é muito útil para seleção de genótipos mais tolerantes quando não se pode manter a salinidade do solo em níveis baixos (TESTER e DAVENPORT, 2003). O efeito da salinidade também é evidente em espécies frutíferas, assim como relacionado por vários autores (Brito et al. 2008; Peixoto et al., 2006), notadamente na cultura dos citros, consideradas sensíveis ao estresse salino, sabendo-se, ao tempo, que esta cultura apresenta-se, em sua maioria, sob o limoeiro ‘Cravo’ como porta-enxerto (Matos Junior et al., 2005), fato que imprimi a necessidade de desenvolvimento de novos materiais, com potencial tolerância a salinidade, viabilizando o cultivo dessa fruteira que tem grande importância social e econômica no pais. brought to you by CORE View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk provided by Repository Open Access to Scientific Information from Embrapa