TIC SOBRE GEOLINGUÍSTICA: UM ROBÔ ACIONADO POR TEXTO E VOZ Prof. Edio Roberto Manfio (Fatec-SP / PPGEL–UEL) Prof. Fábio Carlos Moreno (SENAI-PR / CCE-UEL) RESUMO As TICs podem se manifestar nos mais diversos tipos de equipamentos e respectivos suportes e/ou recursos. Nesse contexto, esse trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de uso em espaço educacional para um robô de conversação diferenciado denominado Tical - Tecnologia Interativa Conversacional sobre Assuntos Linguísticos. O robô é programado para responder perguntas sobre Linguística que podem ser feitas tanto pelo teclado alfanumérico quanto por comandos de voz. As repostas são impressas na tela por meio de sua interface e também podem ser ouvidas por meio de voz sintética, tudo operando em Português Brasileiro. O assunto específico sobre o qual ele versa no interior da Linguística é a Geolinguística e, mais especificamente, o moderno Atlas Linguístico do Brasil, publicado em 2014. Essa área temática pode despertar o interesse de alunos, professores e pesquisadores envolvidos em quase todas as categorias educacionais vigentes no Brasil – desde o ensino fundamental até pós-graduação - e o sistema tem potencial de atender a pessoas com necessidades especiais – principalmente no quesito motor. Palavras-chave: TIC, comandos por voz, robô de conversação, ALiB. INTRODUÇÃO Delimitar o conceito de Tecnologia de Informação e Comunicação (doravante apenas TIC) em uma era em que as tecnologias desenvolvem-se de modo exponencial é uma tarefa bastante complexa. A própria palavra tecnologia, isolada das expressões em que normalmente figura, abarca uma complexidade bastante grande e, no trato cotidiano, a maioria das pessoas tem dificuldade em defini-la. As TICs, portanto, têm sua dimensão semântica mais facilmente delimitável quando é possível determinar a comunidade e a época nas quais elas se manifestam. Para exemplificar, o telégrafo, obsoleto desde a primeira metade do século XX, constituía-se de uma autêntica TIC para determinadas comunidades. Mais velozes que cartas, sessões telegrafadas proporcionavam tomadas de decisões mais rápidas e, comparativamente, acumulavam mais informações. Uma comunidade outrora fechada, que nessa época passasse a se servir de um aparelho de telégrafo, estreitaria suas relações com outras comunidades e se converteria em um “sistema aberto, dinâmico, urbano” (OLIVEIRA, 2003, p. 112). Nesse início de século XXI, em que as comunicações são globais, não só em função de um sistema avançado de telefonia fixa e móvel, mas também pela disponibilidade de uma rede mundial de computadores, fala-se muito no conceito de comunidade planetária,