QUALIDADE DE VIDA E REGULAÇÃO EMOCIONAL DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUE ATUAM NO ENFRENTAMENTO À COVID-19 1 Jéferson Pereira Batista; 2 Natalie Aguiar Cavalcante; Emily O’hanna de Oliveira Silva; 4 Rarielly Virginia Medeiros Dantas; 5 Sebastião Elan dos Santos Lima; 6 Maria José Nunes Gadelha. 1 Graduando em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN; 2 Graduada em Psicologia pela UFRN; 3 Graduanda em Psicologia pela UFRN; 4 Graduanda em Psicologia pela UFRN; 5 Psicólogo, Professor da UFRN; 6 Psicóloga, Professora da UFRN. Área temática: Inovações em Psicologia, Psicoterapia e Saúde Mental. Modalidade: Poster simples. E-mail do autor: Jeferson.p.b@hotmail.com RESUMO INTRODUÇÃO: no cenário de emergência na saúde gerada pela pandemia da COVID-19, profissi- onais da saúde atuam em contextos expostos não só às vulnerabilidades físicas e biológicas, mas também psicológicas, que decorrem da alta intensidade emocional que tais ambientes exercem, le- vando a preocupações sobre seus impactos na qualidade de vida. OBJETIVO: analisar os efeitos das estratégias de regulação emocional na qualidade de vida de profissionais que atuam ou atuaram na linha de frente no combate à pandemia da COVID-19. MÉTODO: a amostra foi composta por 136 profissionais das mais diversas áreas saúde recrutados entre 2020 a 2022. Após aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética e Pesquisa, foram incluídos aqueles que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), sendo utilizados um formulário on-line para coleta de dados com os instrumentos: questionário sociodemográfico; Escala de Dificuldades na Regulação Emocional (DERS-16); e Questionário de Qualidade de Vida da OMS (WHOQOL-BREF). RESULTADOS: foram aplicadas estatísticas paramétricas correlacionais, do tipo r de Pearson, obtendo-se correlações negativas significativas (p < 0,05) entre DERS-16 e WHOQOL-BREF, demonstrando relações entre estratégias de regulação emocional e qualidade de vida, explicitando que quanto maior a adoção de estratégia desadaptativas de regulação emocional, mais baixa poderá ser a qualidade de vida relatada. DISCUSÃO: os achados refletem que o repertório de regulação emocional poderá indicar os impac- tos nos domínios da qualidade de vida, discute-se ainda sobre as condições de trabalho a qual esses profissionais são submetidos. CONCLUSÃO: é necessário o desenvolvimento de estratégias e polí- ticas de prevenção quinquenária, que visem melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida de profissionais de saúde que são expostos a cenários extenuantes, também ofertar intervenções psi- cológicas para o grupo, com vista ao propicia a desregulação emocional e sua correlação negativa com a qualidade de vida. Palavras-chave: COVID-19; Profissionais de saúde; Regulação emocional.