PERSPECTIVA REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO Volume 40, n. 4 p. 01 16, out./dez. 2022 Florianópolis ISSNe 2175-795X Antonio Bernardes Universidade Federal Fluminense, UFF E-mail: antonio_h_bernardes@yahoo.com.br https://orcid.org/0000-0002-4996-7031 Felipe Costa Aguiar Universidade Federal Fluminense, UFF E-mail: felipeaguiar@id.uff.br https://orcid.org/0000-0002-6563-4763 Regina Célia Frigério Universidade Federal Fluminense, UFF E-mail: reginafrigerio@id.uff.br https://orcid.org/0000-0003-2588-9582 Recebido em: 21/09/2021 Aprovado em: 24/10/2022 Da sequela docente à querela epistemológica: o ensinar cansado de uma Geografia enferma Antonio Bernardes Felipe Costa Aguiar Regina Célia Frigério Resumo Assim como qualquer outra área da Ciência, a Epistemologia da Educação Geográfica está em constante renovação. Hora e outra surge alguma nova tendência educacional e a indicação de renovação das bases filosóficas que sustentam a Geografia Escolar. Nesse artigo, pensamos a Epistemologia da Educação Geográfica a partir do adoecimento dos professores de Geografia como impeditivo das realizações existenciais e, como consequência, dos sentidos que os professores atribuem a sua prática. Chegamos à essa consideração por meio da interpretação fenomenológica-hermenêutica de asserções de diferentes autores sobre a Educação Geográfica que, nas generalidades de seus sentidos, corroboram com as metas de formar cidadãos ativos, educar a partir de e para a realidade dos educandos e educar para a transformação. Entretanto, as descrições das condições e organizações do trabalho docente demonstraram que, na prática cotidiana da sala de aula os professores experienciam o adoecimento como impeditivo das realizações pessoais, e da própria Educação Geográfica. Palavras-chave: Educação Geográfica. Professores. Adoecimento. http://www.perspectiva.ufsc.br http://dx.doi.org/10.5007/2175-795X.2022.e84002