IX COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ Interconexão. INFLUÊNCIA DOS ELEMENTOS DE LIGA NA CORROSÃO POR PITE DE AÇOS INOXIDÁVEIS SUPERMARTENSÍTICOS 13Cr EM SOLUÇÃO DE CLORETO A DIFERENTES TEMPERATURAS Lucas Nascimento Santana Prachedes (1) (lucasntst@gmail.com), Caio Vinícius Leão Sabará (1) (caio.leao@oi.com.br), Luan Carrera Santos (1) (luancarrera777@gmail.com), Rhuan Costa Souza (1) (rhuanmecufsj@gmail.com), Lecino Caldeira (2) (lecino.caldeira@ifsudestemg.edu.br), Gustavo Leitão Vaz (3) (gustavovaz@petrobras.com.br), Jefferson Rodrigues de Oliveira (3) (jefferson.rodrigues@petrobras.com.br), José Antônio da Cunha Ponciano Gomes (4) (ponciano@metalmat.ufrj.br), Alysson Helton Santos Bueno (1) (alyssonbueno@ufsj.edu.br) (1) UFSJ - DEMEC - Praça Frei Orlando, 170, Centro, São João del-Rei, MG (2) IFSudeste - Núcleo de Metalurgia - Rua Bernardo Mascarenhas, 1283, Fábrica, Juiz de Fora, MG (3) PETROBRAS - CENPES - Av. Horácio Macedo, 950, Cidade Universitária da UFRJ, Rio de Janeiro, RJ (4) COPPE/UFRJ - METALMAT - Av. Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária da UFRJ, Rio de Janeiro, RJ RESUMO: Esse trabalho investiga a influência dos elementos de liga na susceptibilidade à corrosão por pite de duas amostras de aços supermartensíticos 13Cr em solução de 5% m/v NaCl em diferentes temperaturas (40, 60, 80°C). A caracterização dos aços foi realizada através das técnicas de Microscopia Ótica – MO, Microscopia Eletrônica de Varredura - MEV, Espectroscopia de Energia Dispersiva – EDS e Difratometria de Raios X - DRX. O estudo foi realizado através de ensaios eletroquímicos de polarização potenciodinâmica e espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE). A amostra 2 apresentou resistência à corrosão por pite superior a amostra 1 em todas as condições de temperatura. Através das curvas de polarização anódica das amostras, foi observado que o potencial de circuito aberto reduziu com o aumento da temperatura, com exceção da amostra 2 que demonstrou um pequeno aumento na condição de 60°C em relação à 40°C. Em ambas as amostras, o domínio passivo diminui de 40°C para 60°C e apresenta um aumento na condição de 80°C em relação à 60°C. Adicionalmente, o módulo da impedância decresce com o incremento na temperatura, exceto para a amostra 2 a 80°C. Apesar de se enquadrarem na mesma classificação, a diferença significativa na fração de elementos de liga presentes, tais como Cr, Mo, Ti e Cu, contribuiu de forma relevante na resistência à corrosão por pite das amostras, permitindo um melhor desempenho da amostra 2. PALAVRAS-CHAVE: corrosão por pite, aços inoxidáveis supermartensíticos, indústria óleo e gás, cloreto, temperatura, elementos de liga 1. INTRODUÇÃO Nas últimas décadas, o contínuo desenvolvimento da indústria de óleo e gás criou um cenário no qual um transporte seguro da produção é extremamente importante. Visando assegurar a integridade das condições de operação nos oleodutos, as CRA’s (Corrosion Resistance Alloys), que exibem uma boa combinação de propriedades mecânicas e resistência a corrosão, são constantemente utilizadas (CONTRERAS et al., 2007; GRUBB e RAKOWSKI, 2016; HILL e PEREZ, 2017; SRIDHAR et al., 2017). A resistência à corrosão dos aços inoxidáveis se relaciona diretamente com a formação de um filme passivo, o qual age como uma barreira para a difusão das espécies químicas envolvidas nas reações de oxidação. LI et al. (2019) afirma que o filme passivo dos aços inoxidáveis é, em geral,