REUTILIZAÇÃO DA BORRACHA PROVENIENTE DA RECAUCHUTAGEM DE PNEUS NA CONFECÇÃO DE PLACAS ISOLANTES TERMO ACÚSTICAS Lima, E.L.B., Dias, L.M.M., Oliveira, L.C. e M. R. T. Halasz Faculdades Integradas de Aracruz, Curso de Engenharia Química halasz@fsjb.edu.br RESUMO – O acúmulo de e pneus está se tornado um problema para a sociedade e a demanda de espaço necessário para sua deposição é cada vez maior. Uma das soluções para este problema incorporação do resíduo de borracha na fabricação de compósitos. O presente trabalho visa verificar a capacidade de isolamento termo acústico de compósitos produzidos a partir de resíduos de borracha do processo de recauchutagem de pneus, compensado de madeira e PVA. Inicialmente foi avaliada a viabilidade de sua confecção em algumas proporções (borracha/PVA), 90%, 80% e 70% e com tais materiais foram realizados testes para a determinação do desempenho termo acústico, com e sem a presença de compensado de madeira. Os resultados obtidos mostraram que dentre os corpos de provas fabricados, o que apresentou melhor resultado tanto no teste de isolamento acústico (50% maior que uma placa de EVA) como no térmico (temperatura superficial 21% menor que uma placa de isopor), foi o que continha compensado e 70% de borracha. 1. INTRODUÇÃO A quantidade de pneus consumida no mundo cresce em um ritmo acelerado. Estima-se que 1 bilhão de pneus cheguem ao fim de suas vidas úteis a cada ano e 5 bilhões a mais deverão ser descartados em uma base regular até o ano de 2030. Hoje a reutilização dos pneus inservíveis é pequena, comparada aos milhões de pneus que estão sendo estocados, depositados em aterro (PACHECO et al., 2011). A falta de destinação apropriada para os resíduos no Brasil têm gerado danos à saúde da população e ao ambiente. Como exemplo, tem-se o caso do descarte irregular dos pneus, os quais contribuem para proliferação de vetores transmissores de doença como a dengue. O processo de biodegradação dos pneus é muito lento, sendo estimado um prazo não inferior de 150 anos. Os pneus também contêm diversas substâncias tóxicas que podem ser liberadas na atmosfera e também contaminar o solo, o lençol freático e os cursos de água (NAIME et al., 2010). Sendo assim, alternativas estão sendo estudadas para que o pneu possa ser utilizado na constituição de novos produtos, e ganhe outras funções que não mais a do transporte (MARCHIORI apud KAMIMURA, 2004, p. 57). Observa-se que na área da construção civil há oportunidades potenciais para o emprego de novas formas de reaproveitamento de pneus. Na constituição de massa asfáltica, uso em telhas e Área temática: Engenharia de Materiais e Nanotecnologia 1