163 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 21 a 24 de outubro, 2013 Colloquium Vitae, vol. 5, n. Especial, Jul–Dez, 2013, p. 163-167. ISSN: 1984-6436. DOI: 10.5747/cv.2013.v05.nesp.000216 EFEITO DA CINESIOTERAPIA NA FORÇA MUSCULAR DE MULHERES MASTECTOMIZADAS Andressa Carvalho Viscone 1 , Mariana Romanholi Palma 1 , Mariane Fátima da Silva Araújo 1 , Ana Paula Rodrigues Rocha 1 , Lara Nery Peixoto 2 , Edna Maria do Carmo 3 , Cristina Elena Prado Teles Fregonesi 4 . 1 Discentes do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Fisioterapia – UNESP - Presidente Prudente. 2 Discente do Programa de Pós-graduação Residência em Fisioterapia – UNESP - Presidente Prudente, SP. 3 Docente do Departamento de Fisioterapia – UNESP -. Presidente Prudente, SP. 4 Docente do Departamento de Fisioterapia e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Fisioterapia – UNESP - Presidente Prudente, SP. E-mail do autor: andressaviscone@gmail.com RESUMO O câncer da mama é o tipo de neoplasia que mais acomete as mulheres no mundo, podendo apresentar complicações que comprometem suas atividades diárias, como a diminuição de força muscular. Sabendo que a prática de exercícios físicos pode contribuir para o ganho de força muscular, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da cinesioterapia na força muscular de mulheres mastectomizadas. Foram analisadas doze pacientes que participaram de sessões individuais de cinesioterapia. Foram verificados dados pessoais, tipo de cirurgia, tratamentos coadjuvantes e força muscular dos movimentos do ombro. Após realização de aproximadamente 24 sessões, todas foram reavaliadas. As pacientes apresentaram idade média de 59,75±13,40 anos, com tempo de cirurgia entre 1 a 6 anos. Independente do tipo de cirurgia e dos tratamentos adjacentes utilizados todas as pacientes apresentaram melhora na graduação de força muscular do ombro. A cinesioterapia pode promover ganho de força muscular em mulheres mastectomizadas. Palavras-chave: mastectomia, terapia por exercício, câncer de mama, força muscular, complicações. INTRODUÇÃO O câncer da mama é o tipo de neoplasia que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Em 2012 era esperado 52.680 novos casos de câncer de mama no Brasil, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres (4) . Considerado como um importante problema de saúde pública no Brasil, a mulher que passa pela cirurgia de retirada do câncer de mama (mastectomia) e pelo o esvaziamento dos gânglios linfáticos adjacentes poderá apresentar complicações como: dor, linfedema, aderências, alterações posturais, diminuição da amplitude de movimento (ADM) e da força muscular do membro superior homolateral (1). Evidências crescentes sugerem que a prática de atividade física pode influenciar tanto na prevenção contra o câncer de mama, quanto na recuperação após a retirada do mesmo (6) . Portanto, é de extrema importância que a reabilitação física após o procedimento seja realizada o mais breve possível, a fim de evitar que esses comprometimentos se agravem (3) .