https://doi.org/10.31533/pubvet.v15n10a931.1-7 PUBVET v.15, n.10, a931, p.1-7, Out., 2021 Temperatura de queijos Minas frescal expostos a venda em comércio varejista Rafael Henrique de Mello 1 , Alice Ferreira Drummond 2 , Bruna Maria Salotti de Souza 3 , Cláudia Freire de Andrade Morais Penna 3 , Marcelo Resende de Souza 3 , Elisa Helena Paz Andrade 3* 1 Médico-veterinário da Prefeitura de São Gabriel da Palha, Departamento de Vigilância em Saúde. São Gabriel da Palha – ES, Brasil. 2 Médica-veterinária do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF), Departamento de Defesa Animal. Alegre – ES, Brasil. 3 Professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Departamento de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal. Belo Horizonte – MG, Brasil. *Autor para correspondência, E-mail: elisahpandrade@yahoo.com.br Resumo. Esta pesquisa teve por objetivo investigar as temperaturas de queijos Minas frescal, um dos derivados lácteos mais consumidos no Brasil, em estabelecimentos comercializadores, com o intuito de verificar a adequação desse parâmetro com o preconizado pela legislação pertinente e com o que era estabelecido nos rótulos. Para tanto, foram aferidas temperaturas de 50 peças de queijo Minas frescal em dez supermercados, localizados no município de São Gabriel da Palha, Espírito Santo. Foi ainda tomado nota do tipo de equipamento utilizado para acondicionamento desses queijos em cada um dos estabelecimentos e da temperatura máxima especificada nos rótulos para conservação. Os resultados foram então confrontados com a temperatura máxima de conservação especificada no rótulo e com o que é determinado pela legislação. Foi constatado que o equipamento utilizado para exposição dos queijos sob refrigeração era do tipo vitrine, variando entre os modelos de vitrines aberta (40%) e fechada (60%). Foi observado que 60% dos estabelecimentos de venda mantinham os queijos conservados de acordo com a temperatura estipulada pelo fabricante e pela legislação e 83,3% desses estabelecimentos empregavam o modelo de equipamento de conservação a frio do tipo vitrine fechada. Esse achado sugere que este modelo proporciona um controle da temperatura de conservação mais efetivo, sendo mais indicado para acondicionamento de queijo Minas frescal. Os estabelecimentos comercializadores devem, portanto, adotar medidas para garantir que os queijos Minas frescal permaneçam acondicionados em temperatura adequada e os órgãos fiscalizadores devem intensificar a vigilância desses produtos expostos a venda. Palavras chave: Conservação, derivado lácteo, estabelecimentos de venda, rótulo, vitrine fechada Temperature of fresh Minas cheeses exposed for sale in retail trade Abstract. This research aimed to investigate the temperatures of fresh Minas cheeses, one of the most consumed dairy products in Brazil, in commercial establishments, with the objective of verifying the adequacy of this parameter with that recommended by the legislation and with what was described on the labels. For this purpose, temperatures of 50 samples of fresh Minas cheese were measured in ten supermarkets, located in the municipality of São Gabriel da Palha, Espírito Santo. Notes were also taken of the type of equipment used to store the cheeses in each establishment and the maximum storage temperature specified on their labels for the conservation. The results were compared with the maximum storage temperature specified on the label and with what is determined by the legislation. It was found that the equipment used to display the cheeses under refrigeration was showcase type, varying between the opened (40%) and closed (60%) models. It was observed that 60% of the sale establishments kept the cheeses preserved according to the temperature recommended by the manufacturer and by the legislation and