Revisão sistemática sobre o uso da eletromiografia para investigação do exoesqueleto de membros superiores Marisa Caetano Januário Wosch Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica (PPGEB) Universidade Tecnológica Federal do Paraná Curitiba, Brasil ORCID: 0000-0002-2138-4117 Daniel Prado Campos Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI) Universidade Tecnológica Federal do Paraná Curitiba –PR ORCID: 0000-0001-6233-6077 Carlos Eduardo Pontim Programa de Pós-Graduação em Engen- haria Biomédica (PPGEB) Universidade Tecnológica Federal do Paraná Curitiba –PR ORCID: 0000-0001-9113-3754 Marcela Rodrigues Lima João Antônio Palma Setti Universidade Tecnológica Federal do Paraná Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica (PPGEB) Curitiba, Brasil Universidade Tecnológica Federal do Paraná Curitiba, Brasil ORCID: 0000-0003-0659-1297 Resumo— Este trabalho apresenta uma revisão bibliométrica com o propósito de apresentar a produção científica relativa à eletromiografia como método de avaliação de avanços tecnoló- gicos e mostrar como são os modelos dos exoesqueletos nas in- dústrias. Foram selecionados 237 artigos na base de dado Sci- ence Direct, 24 na IEEE e 328 na Scopus, sendo analisados e avaliados 15 artigos, que estudaram o tema referido quanto ao protocolo utilizado, com ênfase nos músculos, número de mús- culos estudados, tipo de exoesqueleto e métrica utilizada para avaliação. Os resultados mostram que as regiões musculares mais estudadas são a lombar, ombro e membros inferiores (MMII); que existe uma diferença quanto ao número de mús- culos estudados; vários tipos e marcas de exoesqueletos e as mé- tricas de avaliação mais utilizadas são: Raiz Quadrada Média (RMS) e Máxima Contração Voluntária (MCV). Além de ressal- tar que vários autores demonstram a importância através de es- tudos com a Eletromiografia (EMG) sobre a detecção da tem- porização da ativação muscular em condições dinâmicas, com impacto no diagnóstico local. Sendo assim, o exoesqueleto é im- portante no apoio a força e melhoria na resistência, diminuindo o desgaste físico nas atividades com movimentos repetitivos, proporcionando segurança e conforto em ambientes industriais. Palavras-chave—EMG e Exoesqueleto. I. INTRODUÇÃO Eletromiografia (EMG) considerada como manifesta- ção elétrica da contração muscular [1], corresponde aos po- tenciais de ação gerados por unidades motoras ativadas ele- tricamente ou neurologicamente, sendo o sinal mioelétrico [26] correspondente a atividade de neurônios que fluem da medula espinhal até as fibras musculares [1]. A técnica de EMG capta o nível de ativação, o padrão e recrutamento das unidades motoras, avalia alterações musculares, a bio- mecânica do movimento humano, controle do exoesque- leto a partir da funcionalidade muscular durante as tarefas motoras, esse dispositivo determina o instante de início e término de uma atividade muscular [26] e apresenta várias aplicabilidades no campo das ciências, tais como: biome- cânica e fisiologia. As aplicações mais comuns, são: tempo da ativação muscular [4], relação EMG-força e fadiga mus- cular [6], campo da medicina e diagnóstico clínico [4], no desenvolvimento de dispositivos [7][6]. Na União Europeia 40% dos trabalhadores continuam a sofrer dores na região dorsal – cervical baixa/ torácica alta (músculo trapézio) e nos ombros. Portanto, a eletromi- ografia pode contribuir para diagnóstico e utilização de ajustes de dispositivos como o exoesqueleto utilizado nas linhas de produção das empresas como prevenção, medidas de conforto e bem-estar. Nos ambientes industriais, o exoesqueleto representa inovação através de tecnologia moderna [6][7] [9][10][14] inovadora, fácil para o trabalho manual [7][8][12] mas também pode ocasionar consequên- cias inesperadas para segurança e saú- de [8][10] como doenças ocupacionais. No entanto, mini- miza os processos de trabalhos dolorosos durantes as ativi- dades laborais, com precisão e eficiência [8] as atividades e ou tarefas exigem muitas vezes o manuseio manual [6] as quais expõem indivíduos a alterações biomecânicas e ris- cos de perturbações musculoesqueléticas [7][12][14]. De- vendo considerar ainda a usabilidade do exoesqueleto as- sociada à prevenção de doenças ocupacionais. Lesões os- teomusculares relacionadas ao trabalho, tem como exem- plo movimentos repetitivos, causando distúrbios osteo- musculares relacionados ao trabalho (DORTs) [10][14]. O XII SIMPÓSIO DE ENGENHARIA BIOMÉDICA - IX SIMPÓSIO DE INSTRUMENTAÇÃO E IMAGENS MÉDICAS DOI: 10.5281/zenodo.3462311