DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS ENVOLVIDOS NA EPIDEMIOLOGIA DA MASTITE BOVINA Luiz Francisco Zafalon 1 *, Juliana Rodrigues Pozzi Arcaro 2 , Antônio Nader Filho 3 , Luciano Menezes Ferreira 4 , Lívia Castelani 5 , Fabiane Benvenutto 5 1 Embrapa Pecuária Sudeste, Rod. Washington Luís, Km 234, Caixa Postal 339, São Carlos, SP, Pesquisador, zafalon@cppse.embrapa.br 2 Instituto de Zootecnia - Nova Odessa, SP; 3 Unesp/FCAV/Câmpus de Jaboticabal - Jaboticabal, SP; 4 Instituto Aequitas - Araraquara, SP; 5 Instituto de Zootecnia / Bolsistas Fundap - Nova Odessa, SP. Introdução Dentre as espécies de estafilococos coagulase-positivas, as de maior ocorrência na etiologia infecciosa da mastite bovina são S. intermedius, S. hyicus e S. aureus, esta última a de maior importância pela prevalência e pelos riscos à saúde pública. Há indicações que este pode ser identificado após a prova de coagulase, que o classificaria como S. aureus. Entretanto, o Conselho Nacional de Mastite dos Estados Unidos recomenda o teste de Voges-Proskauer (VP) como adicional para a diferenciação de S. aureus de outras cepas positivas à prova da coagulase (CUNHA NETO et al., 2002). Pela possibilidade de resultados atípicos às provas diagnósticas em função da origem das amostras, objetivou-se estudar as características diagnósticas do VP após a confirmação molecular de S. aureus isolados do leite de vacas com mastite, de óstios dos tetos e de insufladores de teteiras, frente a diferentes graus de coagulação e índices pluviométricos, como forma de colaborar na identificação do agente. Material e Métodos As amostras foram obtidas em rebanho do Instituto de Zootecnia de Nova Odessa, São Paulo, com aferições mensais dos índices de chuva de agosto de 2005 até dezembro de 2006. A estação “seca” apresentou uma precipitação média de 27,9 mm no período de tempo entre duas visitas ao rebanho, enquanto a estação “chuvosa” apresentou média de chuvas de 113,6 mm. A mastite subclínica foi detectada pelo California Mastitis Test (CMT), enquanto detectou-se a mastite clínica pelo teste da caneca telada. Animais com até 10 dias de lactação e 30 dias pré-secagem não foram investigados. Obteve-se, também, amostras de óstios de tetos e insufladores dos conjuntos de ordenha. As colheitas das amostras de leite foram feitas de acordo com o National Mastitis Council (HARMON et al., 1990). Imediatamente após a anti-sepsia pré-ordenha, colheu-se amostras dos óstios com o auxílio de suabe estéril, assim como estes também foram utilizados na porção final de cada um dos insufladores durante e após as ordenhas. Isolou-se 167 S. aureus a partir das amostras de leite, enquanto 117 isolados oriundos dos óstios e 45 de insufladores foram obtidos. As colônias foram submetidas à coloração de Gram e posterior realização das provas de catalase e coagulase lenta com plasma de coelho, seguidas pela verificação da produção de acetoína (HOLMBERG, 1973; HOLT et al., 1994). Os resultados classificados como coagulase “4” foram aqueles com coagulação completa nos tubos, enquanto os demais graus variaram desde coágulos pequenos e desorganizados até coágulos grandes organizados, sem coagulação completa (GARCIA et al., 1980). As leituras da prova de acetoína ocorreram após semeadura de tubo com caldo VM/VP, com cultivo puro de S. aureus. A sua realização e leitura seguiram o recomendado por Koneman et al. (2001). brought to you by CORE View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk provided by Repository Open Access to Scientific Information from Embrapa