Simpósio 9 Desenvolvimento Profissional XXVI SIEM 333 Educação matemática na integração de áreas de conteúdo no Jardim de Infância Helena Martins 1 , Fátima Regina Jorge 2 , Fátima Paixão 3 1 Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, hellenmartins04@hotmail.com 2 Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores CIDTFF, Universidade de Aveiro, frjorge@ipcb.pt 3 Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores CIDTFF, Universidade de Aveiro, mfpaixao@ipcb.pt Neste estudo questionamos as potencialidades da abordagem curricular com base em experiências de aprendizagem integradoras, tomando como objetivo planear e analisar atividades matemáticas articuladas com a literatura e as expressões plástica e musical e direcionadas para o conhecimento do meio próximo. No Jardim de Infância (JI) a educação matemática deve privilegiar atividades decorrentes do meio envolvente e propiciar experiências de aprendizagem que conduzam à contagem, à seriação, à medição, à exploração de formas, à descoberta de padrões, à estimativa, … (Clements, 2001). O despertar do pensamento matemático implica descobrir relações e padrões, partindo do concreto para o abstrato, de forma coerente e estimuladora, bem como o desenvolvimento de capacidades que permitam usar a matemática numa grande variedade de contextos e situações, fazendo a ligação entre a escola e o quotidiano (Alsina & Planas, 2009). As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar sublinham o papel da matemática na estruturação do pensamento e a importância de apoiar a construção gradual de ideias matemáticas. Nesse âmbito, o trabalho com padrões, de cariz repetitivo e ou não repetitivo, assume-se como fundamental para o desenvolvimento do raciocínio lógico, devendo contemplar situações em que a criança tem a oportunidade de descobrir a regra lógica subjacente ou situações em que se apela à imaginação na criação de novos padrões (Barros & Palhares, 1997, DEB, 1997). Para tal, requerem-se tarefas em que as ideias sobre padrões interliguem a matemática com outros domínios, tais como o das expressões e da linguagem (Moreira & Oliveira, 2003).