A PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÂO NEGRA NOS PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL E DA ARGENTINA. Bruna Vieira Crescêncio (UENP, bolsista de iniciação Científica, Fundação Araucária) Jean Carlos Moreno (UENP, Doutor em História Social) RESUMO A presente comunicação tem por objetivo apresentar dados e constatações parciais de uma pesquisa em andamento intitulada Participação popular nos processos de independência política do Brasil e da Argentina: possibilidades para o ensino escolar de História. As narrativas tradicionais da independência dos países colonizados latino- americanos excluem a participação da população negra nos seus processos de luta pela independência. Esta situação decorre especialmente pela ligação inicial entre projeto identitário nacional, historiografia e ensino escolar. O modelo de Estado-nação era um modelo europeizante e os processos de construção deste discurso identitário (MORENO, 2014) seguiram, com algumas nuances, os passos dos colonialismos internos por parte da elite criolla no Brasil e nos demais países do continente. Por isso investigamos as narrativas tradicionais de independência destes países para comparar e detectar as lacunas encontradas em cada uma e compreender as formas de se “contar” uma história por meio de elementos de identificação e aproximação. O objetivo final é construir uma proposição de inclusão didática de outras histórias no processo de formação destes Estados Nacionais e dar visibilidade à história população negra que foi ocultada pelas narrativas de independência, que privilegiam apenas alguns agentes históricos. Palavras-chave: Narrativas tradicionais; Independência; afro-americanos; Ensino de História. Os aspectos sobre a independência do Brasil e da Argentina que a maioria da população destes países tem conhecimento são as narrativas tradicionais que já estão