I Congresso de Formação de Professores da UFLA Universidade Federal de Lavras, 2017 1 Modalidade - Relatos de Experiência As Tendências Pedagógicas Propostas no Livro “Escola e Democracia” na Formação Inicial de Professores Paulo Antônio de Oliveira Temoteo Universidade Federal de Lavras paulinhotemoteo@gmail.com Eberton Borodinas Quirino Universidade Federal de Lavras ebertonborodinas@gmail.com Marina Battistetti Festozo Universidade Federal de Lavras marina.festozo@dbi.ufla.br Resumo O presente trabalho teve como objetivo analisar e discutir uma experiência de ensino a partir de um minicurso sobre Tendências Pedagógicas ministrado aos bolsistas do PIBID de Ciências Biológicas da UFLA e sua contribuição para a formação dos mesmos, trazendo uma visão histórica das tendências à luz do pensador Dermeval Saviani. Durante o minicurso diversas metodologias foram utilizadas intencionando uma melhor apropriação dos conteúdos pelos participantes. Podemos perceber três aspectos se destacaram nessa contribuição, o primeiro relacionado a consciência histórica sobre as tendências pedagógicas, o segundo foi a questão relacionada ao papel do professor na formação crítica do aluno e o último sobre a importância do aluno ser um agente ativo dentro de sala. Chegando a síntese de que é necessário que o professor tenha um conhecimento histórico para que possa ensinar aos alunos de uma maneira crítica e esses também se tornem sujeitos críticos com relação ao mundo. Palavras chave: Tendências pedagógicas, Formação de educadores, PIBID Introdução A prática escolar consiste na concretização das condições que assegurem a realização do trabalho docente. Tais condições não se reduzem ao estritamente "pedagógico", já que a escola cumpre funções que lhe são dadas pela sociedade concreta que, por sua vez, apresenta- se constituída por classes sociais com interesses antagônicos (LIBANEO, 1982). Nesse sentido se faz necessário a realização de uma análise histórica do modo como esse trabalho tem se desenvolvido e de seus condicionantes sociais. Saviani (2012) traz em seu livro “Escola e democracia” uma análise histórica do desenvolvimento das tendências pedagógicas no Brasil, dividindo-as em dois blocos. No primeiro grupo denominado de “Tendências não Críticas” estão as tendências que acreditam na educação como um instrumento de equalização social, ou seja, essas tendências acreditam que a sociedade é homogênea e que casos de marginalidade ocorrem de maneira isolada erigindo a educação como a corretora dessas “anormalidades sociais”. Enquanto o outro, chamado de “Tendências Críticas” acredita que a educação é um instrumento de discriminação social (SAVIANI, 2012). Há ainda dentro de cada tendência subdivisões históricas denominadas pedagogias. Sendo as tendências pedagógicas não críticas divididas em pedagogia tradicional, pedagogia nova e pedagogia tecnicista. Enquanto as tendências críticas se dividem em teorias crítico