ANÁLISE DE UTILIZAÇÃO DO CONTROLE POR INCLINAÇÃO PARA INVERSORES FOTOVOLTAICOS EM PARALELO COM A REDE ELÉTRICA MONOFÁSICA Fábio E. Bisogno, E. P. Bastos e M. de Miranda Grupo de Eletrônica de Potência e Controle - GEPOC Universidade Federal de Santa Maria - UFSM Santa Maria, RS, Brasil Email: fbisogno@gepoc.ufsm.br, doprado84@gmail.com e maicondemiranda@hotmail.com Resumo - Neste artigo é apresentado o cenário recente, da quantidade de geradores de energia solar instalados no estado do Rio Grande do Sul, tendo como principal objetivo analisar um caso real envolvendo dois inversores de energia fotovoltaicos. Estes, por sua vez, possuem potências diferentes, estando interligados em uma rede elétrica monofásica. Com os dados amostrais coletados in loco e através de análise em fontes ininterruptas, propõem-se um circuito equivalente com n inversores, baseando-se no princípio de funcionamento de máquinas síncronas. Para isso, se utiliza do método de controle por inclinação com simulação em um software específico. Palavras Chaves – Controle por inclinação, Fontes ininterruptas, Inversores de energia fotovoltaicos. I. INTRODUÇÃO O Sistema Elétrico de Potência engloba os processos de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, neste contexto o sistema nacional é subdividido em Geração Centralizada (GC) e Geração Distribuída (GD) [1]. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica-ANEEL indicam que o Estado do Rio Grande do Sul (RS), no início do mês de outubro de 2020 possuía 41.820 unidades geradoras de energia solar fotovoltaicas, em 493 municípios e um total de 474.069 kW instalados. Este crescimento sofreu um significativo aumento a partir do ano de 2019, sendo descrito na Tabela I [2]. Tabela I SISTEMAS FOTOVOLTAICOS INSTALADOS NO RIO GRANDE DO SUL Dentro das fronteiras legais deste estado estão estabelecidas sete concessionárias de energia e dezesseis permissionárias [3]. Neste cenário, foram criados Regulamentos de Instalações Consumidoras (RICs), que são documentos padronizados para garantir boas práticas no fornecimento de energia elétrica. Estas regras são regidas pelo Procedimento de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional [4]. No entanto, ao adaptar seus RICs de Baixa Tensão, as concessionárias de energia podem interpretar e cobrar de forma diferente o protocolo de acesso para instalação de sistemas de energia solar. A Orientação Técnica de Distribuição da Federação das Cooperativas de Energia , Telefonia e Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, por exemplo, traz no item 7.1.5 a indicação que as potências instaladas de inversores de energia solar devem ser idênticas, não sendo permitida a conexão de inversores de potências diferentes no mesmo circuito monofásico [5]. Neste caso, o intuito do trabalho é analisar o comportamento de dois inversores de potências diferentes, em um circuito monofásico, para primeiramente entender o comportamento do sistema e averiguar o porquê da restrição imposta e em seguida obter a análise do controle por inclinação. Uma hipótese é que as potências diferentes podem causar fenômenos eletromagnéticos como: variação de tensão; transitórios; e distorção no formato da onda senoidal [4], [6], [7]. Levando em consideração a falta de estudos que abordem especificamente este assunto, foram feitas revisões bibliográficas em trabalhos que utilizam como tema fontes ininterruptas denominadas Uninterruptible Power Supplies (UPS) [8], [9], [29], [30], [31], para propor a simulação de um circuito equivalente com inversores [22], [23], [24], [25], n [32], [33]. Ano Unidades Instaladas 2013 1 2014 28 2015 125 2016 641 2017 2.086 2018 4.312 2019 15.068 out./20 19.587 https://doi.org/10.53316/sepoc2021.005