CAPACIDADE DE COMBINAÇÃO E INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS NA HIBRIDAÇÃO DE ARROZ IRRIGADO Gabriel Almeida Aguiar 1 ; Eduardo Anibele Streck 2 ; Ariano Martins de Magalhães Jr. 3 ; Paulo Ricardo dos Reis Fagundes 3 ; Luciano Carlos da Maia 4 ; Matheus Plantikow Huber 5 ; Tuise Kuhn Krüger 5 Palavras-chave: cruzamento, dialelo, melhoramento genético, Oryza sativa L. INTRODUÇÃO Os programas de melhoramento genético no decorrer das últimas décadas tem desenvolvido e disponibilizado aos agricultores novas cultivares de arroz irrigado, as quais apresentam genes que auxiliam a superar os fatores abióticos e bióticos que limitam a produtividade da cultura. As atividades desenvolvidas nos programas de melhoramento genético são constantes e envolvem várias etapas desde a criação ou ampliação da variabilidade, seleção de plantas até a fixação da homozigose das linhagens e avaliação em ensaios de rendimento (MAGALHÃES JR. et al., 2003). Entre essas etapas, a ampliação da variabilidade genética é uma das mais importantes, devido ao surgimento de novos genótipos como resultado de processos genéticos derivados de rearranjos de alelos existentes numa população, em consequência de hibridações naturais ou artificiais. A hibridação é uma etapa fundamental em um programa de melhoramento, pois permite associar em um único genótipo características manifestadas em dois ou mais genótipos. Através desse processo, fragmentos de DNA e novas combinações de genes são transferidos de uma planta para a outra, incrementando a variabilidade genética e aumentando a possibilidade de formar novas combinações de genes (RAMALHO, 2008), entre essas algumas podem ser altamente favoráveis, de modo a se obter novas cultivares agronomicamente superiores. Para realizar as hibridações é imprescindível o conhecimento da morfologia floral da espécie. Com relação a esse aspecto, o arroz apresenta flores reunidas em inflorescências denominada de panícula, sendo composta pela ráquis, das quais saem as ramificações primárias que, por sua vez, originam às ramificações secundárias. Os pedicelos desenvolvem-se dos nós das ramificações e em suas extremidade originam-se as espiguetas, sendo essas formadas por dois pares de glumas, que envolvem a flor do arroz. Após a formação do grão, essas estruturas constituem a casca (lema e pálea). As flores do arroz são hermafroditas, onde o pistilo, ou seja, a parte feminina, é composta de estígma, estilete e ovário. O estígma é plumoso, onde os grãos de pólen são depositados. O ovário é bastante desenvolvido e apresenta dois estiletes. Já na parte masculina, são observados seis estames bem desenvolvidos, constituído pela antera que contém os grãos de pólen e pelo filete, que é a estrutura que liga a antera à base da flor. Cabe salientar que o arroz é uma planta autógama (ALLARD, 1971), onde a fecundação ocorre antes da abertura floral. Por esta razão, no processo de hibridação controlada, há necessidade de emasculação. Durante todo o decorrer do processo de hibridação artificial em arroz alguns fatores influenciam de forma direta no propósito final, ou seja, na obtenção de sementes F1 e com um satisfatório índice de pega. Entre esses fatores, destaca-se: as condições ambientais, o método de emasculação, a forma de polinização e a capacidade de combinação entre os genitores. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a capacidade de combinação e a influência das condições de ambiente na hibridação de arroz irrigado. 1 Doutorando, UFPel/ Embrapa Clima Temperado, Rua Ismael Simões Lopes Nº 196, gabrielalmeidaaguiar@yahoo.com.br 2 Doutorando, UFPel/ Embrapa Clima Temperado. 3 Doutor Pesquisador, Embrapa Clima Temperado. 4 Professor Doutor, Universidade Federal de Pelotas. 5 Estudante de Agronomia, Universidade Federal de Pelotas.